Galera, segura a expectativa porque o clima nos bastidores da indústria japonesa está pegando fogo. A Square Enix, a dona de franquias lendárias como Final Fantasy, Kingdom Hearts e Dragon Quest, acabou de ter que soltar um comunicado oficial para apagar um incêndio colossal. Surgiram boatos fortíssimos de que a empresa estaria planejando "fechar o capital", ou seja, sair da bolsa de valores para se tornar uma empresa privada, o que causou um alvoroço generalizado entre investidores e gamers.
Essa confusão toda começou depois que a revista de negócios japonesa Sentaku publicou uma matéria afirmando que a publicadora estava explorando a possibilidade de deixar de ser pública, inclusive com interesse de fundos de investimento estrangeiros. Para quem não manja de economia, isso é um movimento arriscado que geralmente acontece quando a empresa quer fugir da pressão dos acionistas para focar em estratégias de longo prazo, mas no caso da Square Enix, a notícia foi recebida como um terremoto no mercado.

O impacto foi imediato e bizarro: as ações da empresa na Bolsa de Valores de Tóquio deram um salto de 7% a 12% logo após a publicação do relatório. A empresa, vendo que a coisa estava saindo do controle, não teve outra saída a não ser publicar um statement seco e direto, dizendo que a informação não foi anunciada por eles e que, no momento, não há absolutamente nenhuma consideração interna para levar a companhia a se tornar privada.
Mas a pergunta que não quer calar é: de onde veio esse boato? Nós aqui vimos que o culpado pode ser a 3D Investment Partners, um dos maiores acionistas da empresa, que detém cerca de 18,5% das ações. Essa firma de investimento já vinha batendo na tecla de que a gestão da Square Enix estava perdida e exigiu que o conselho de diretores reavaliasse toda a estratégia da companhia, o que claramente alimentou a narrativa de que mudanças drásticas estavam por vir.

E convenhamos, a Square Enix tem dado motivos para a galera ficar desconfiada. Nos últimos quatro anos, a empresa passou por várias ondas de demissões e uma reorganização corporativa que pareceu mais um desespero do que um plano. Em 2022, eles venderam seus estúdios ocidentais — Crystal Dynamics, Eidos Montreal e Square Enix Montreal — para o Embracer Group, tentando concentrar seus esforços de desenvolvimento e publicação novamente no Japão.
Não parou por aí, pois três anos depois, mais de 100 funcionários nos EUA e no Reino Unido foram mandados embora. Esse movimento de "limpeza" mostra que a empresa está tentando cortar gastos e pivotar sua estratégia, mas para quem olha de fora, parece que eles estão tentando consertar um navio que está com vários furos no casco, especialmente com alguns lançamentos que simplesmente floparam nas expectativas da crítica.

Se a Square Enix realmente decidisse fechar o capital, qualquer comprador teria que recomprar todas as ações com um prêmio generoso em cima. A gente pode tirar um exemplo do que aconteceu quando o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita adquiriu a EA e a tirou do mercado. O resultado foi a publicadora carregando dívidas de bilhões de dólares — o que, na nossa conversão, passaria de trilhões de reais — forçando mudanças drásticas e muitas vezes impopulares na estratégia dos jogos.
É complicado ver uma gigante que definiu a era do PS1 e do PS2 lutando para encontrar sua identidade no mercado moderno de PC e consoles de nova geração. A empresa tem IPs fortíssimas, mas a gestão parece estar em um cabo de guerra entre a tradição japonesa e a pressão financeira global. Se eles continuarem nesse ritmo de demissões e instabilidade, nem mesmo o maior hype de um novo Final Fantasy vai salvar a saúde financeira a longo prazo.

No fim das contas, a negação oficial da Square Enix pode ser apenas um "cala a boca" temporário para acalmar o mercado, mas a pressão dos acionistas como a 3D Investment Partners não vai sumir do dia para a noite. O que a gente quer é que eles parem de brincar de economizar e foquem em entregar a qualidade absurda que a gente espera de quem faz Final Fantasy XIV e outros clássicos. Se a empresa não se organizar, o risco de ser engolida por um fundo de investimento é real e assustador.
Agora é torcer para que essa instabilidade não afete o desenvolvimento dos próximos títulos para PS5 e Xbox Series X. Já vimos empresas demais mudarem de mão e acabarem com a essência dos jogos por causa de planilhas de lucro. Esperamos que a Square Enix consiga se estabilizar antes que a próxima onda de rumores se torne uma realidade inevitável nas Notícias da indústria.




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