A nova aposta da DC, a série Lanterns, trouxe um ar de True Detective que a gente não sabia que precisava, mas que acabou caindo muito bem. Com Hal Jordan interpretado por Kyle Chandler e John Stewart vivido por Aaron Pierre, o clima rural e claustrofóbico dessa pequena cidade cria o cenário perfeito para uma conspiração alienígena. A trama gira em torno da ameaça dos Manhunters, mas, desta vez, eles não são apenas robôs barulhentos; eles são infiltrados sintéticos capazes de se esconderem entre nós com perfeição.
O grande ponto de tensão é descobrir quem, entre os habitantes daquela cidade, é na verdade uma dessas armas biológicas dos Guardiões do Universo. Como veterano que já viu muita adaptação por aí, posso dizer que o hype está real, mas a gente sabe que qualquer deslize no roteiro pode fazer essa série flopar feio. Os criadores, incluindo Damon Lindelof, trouxeram uma carga de mistério que nos força a duvidar de todo mundo na tela. Ninguém é santo quando o assunto é dominação galáctica, e o público está com as teorias a mil por hora.

A primeira grande suspeita que nos chamou a atenção aqui na redação é Zoe Macon. Ela entra na história de forma quase conveniente demais, grudada em John Stewart como se estivesse colhendo informações valiosas o tempo todo. Tem gente comentando que ela seria, na verdade, Soranik Natu, a filha de Sinestro, o que complicaria absurdamente a rede de intrigas da trama. Se for isso, ela não seria um Manhunter, mas uma espiã de luxo para o próprio pai, o que daria uma profundidade gigantesca ao folclore da DC.
Por outro lado, temos o caso curioso de William Macon. O cara é um militante anti-alienígena assumido, dono de um arsenal pesado que custou, provavelmente, milhões em valores reais, talvez na casa dos R$ 500 mil ou mais, dado o nível da tecnologia exibida. O problema é que ele é muito barulhento para ser um Manhunter. Infiltrados, por definição, costumam ser discretos e cirúrgicos, e o William parece estar gritando aos quatro ventos que sabe da existência dos extraterrestres, o que pode fazer dele apenas uma distração, um peão descartável para encobrir o verdadeiro vilão.

E por falar em vilão, entra em cena o tal 'benefactor' misterioso que financia o rancho do Macon. Se o cara tem tecnologia alienígena de ponta, é óbvio que o Manhunter real pode ser esse investidor oculto, possivelmente alguém com recursos equivalentes aos de Lex Luthor. Seria uma jogada de mestre ter alguém nas sombras manipulando a opinião pública contra os Lanternas enquanto a ameaça real se esconde no subsolo tecnológico da cidade. A série está brincando com nossas expectativas e isso é o que torna tudo tão viciante.
O acesso aos conteúdos da HBO e outras plataformas de streaming exige uma conexão estável, especialmente se você pretende maratonar essas produções em 4K sem travamentos chatos. Se você sofre com quedas de sinal ou aquele lag que estraga a imersão, o ExitLag é uma solução bem sólida. Usando o cupom CAVERNA, você garante 50% de desconto no plano anual e ainda leva 3 meses bônus, o que é um baita negócio para quem não quer ser surpreendido por problemas técnicos durante os momentos de revelação das séries.

O que realmente me preocupa é a capacidade da série de manter esse nível de suspense até o fim. Muitas vezes, produções de alto orçamento começam empolgantes, mas perdem a mão no ato final. Se o Manhunter for um personagem sem impacto emocional, a gente vai sentir que perdeu tempo com todas essas teorias. Porém, com Tom King no roteiro, dá para esperar reviravoltas que respeitam a mitologia das HQs enquanto tentam algo novo para os espectadores modernos que buscam uma estética mais madura e contida.
A gente sabe que o universo das adaptações de quadrinhos mudou muito. Se antigamente o foco era a ação desenfreada, hoje o público quer investigação e camadas de significado. Ver um Lanterna Verde lidando com o crime em uma escala menor, como se fosse um policial clássico, é um respiro necessário depois de tantos filmes de heróis que abusam de CGI e explosões sem propósito. É um estilo que remete aos bons tempos de investigações complexas que você pode ver em Shooters ou Notícias aqui do nosso portal.

A pergunta que fica é: será que o inimigo está mais perto do que o Hal Jordan imagina? A série tem potencial para ser o divisor de águas que a DC precisa no streaming. Se eles conseguirem manter essa qualidade técnica e o texto afiado, dificilmente teremos motivos para reclamar. Só espero que não apareça algum Deus ex machina nos últimos episódios para resolver tudo de última hora, porque isso seria um erro imperdoável.
Independentemente da identidade do vilão, o saldo até agora é positivo. A direção de arte está impecável, capturando aquele sentimento de que algo está errado no interior dos Estados Unidos. Vamos ficar de olho em cada detalhe, cada pista, e em cada movimento dos personagens secundários que parecem estar apenas de passagem no frame, mas que podem ser os grandes responsáveis pela queda dos nossos heróis.




💬 Comentários da Comunidade
Carregando comentários...