Cara, a Gamescom sempre entrega aquele combo de notícias insanas e polêmicas desnecessárias, e este ano não foi diferente. O anúncio de Humankind 2 chegou chutando a porta no Opening Night Live, mas em vez de todo mundo focar nas novidades do gameplay, a internet resolveu entrar em combustão por causa da estética do trailer. A galera começou a disparar que o vídeo era puro 'AI slop' — aquele conteúdo gerado por inteligência artificial que parece meio derretido e sem alma — e o clima esquentou rápido nas redes sociais.
Eu mesmo, assistindo ao material, confesso que dei aquela arqueada de sobrancelha. Tem algo naquela fluidez estranha e nas expressões faciais que grita 'vale da estranheza' a quilômetros de distância. A sensação é que a gente está vendo algo que não deveria existir, e isso é o gatilho perfeito para o hype negativo de quem já está cansado de ver empresa de games tentando economizar budget usando ferramentas de IA para fazer marketing.

Só que a Amplitude Studios não deixou a peteca cair e veio logo dar a real para a gente. Em contato direto, o estúdio negou veementemente que tenha usado IA para gerar as imagens do trailer. Eles soltaram a informação de que tudo foi filmado nos Nu Boyana Film Studios, em Sofia, na Bulgária, utilizando atores de verdade, cenários práticos e props feitos sob medida para a produção. Ou seja, o que a gente achou que era um prompt mal escrito no Midjourney, na verdade, foi um trabalho de produção física que, por algum motivo, ficou com essa cara de estranho.
Para tentar provar que não estão mentindo, a empresa disse que vai liberar imagens de bastidores em breve. A ideia do trailer é bem peculiar: a gente vê o mundo através da perspectiva de bebês recém-nascidos viajando pelo espaço e tempo. É por isso que a câmera tem aquele ângulo de peixe (fisheye) e a gente é encarado por figuras históricas de um jeito bem bizarro, o que obviamente contribuiu para a confusão generalizada dos jogadores nas Notícias do setor.

No vídeo, a gente passa por uma mulher pré-histórica, um Viking gritando dentro de um navio e até colonos americanos em carroças. O cenário ao fundo é um caos total: tem tornado gigante, bandidos a cavalo, explosões nucleares e até o espaço sideral. A Amplitude Studios não detalhou como esses efeitos foram feitos, mas tudo indica que é o bom e velho CGI tradicional. O problema é que, hoje em dia, qualquer coisa que pareça minimamente artificial é automaticamente rotulada como IA, e a galera não perdoa.
Agora, falando do que realmente importa — o jogo em si. O primeiro Humankind foi ok, mas faltou aquele tempero, sabe? Era um 4X sólido, mas que não conseguia desbancar os gigantes do gênero por falta de personalidade. Para a sequência, a promessa é de que eles corrigiram a rota. O estúdio mencionou que teremos novos sistemas de progressão, funcionalidades inovadoras, visuais aprimorados e, principalmente, uma interface de usuário (UI) modernizada, porque aquela do primeiro jogo às vezes dava um nó na cabeça.

Se eles conseguirem entregar essas melhorias de gameplay e derem mais profundidade para a experiência, Humankind 2 tem tudo para deixar de ser apenas 'mais um' e se tornar uma referência. A expectativa é que a jogabilidade seja mais fluida e menos punitiva em pontos desnecessários, evitando que o jogador sinta que o jogo está tentando trapacear em certas eras. É aquele tipo de buff que a franquia precisava desesperadamente para conquistar a confiança do público mais hardcore.
Para quem já está atento, o jogo tem previsão de lançamento para o PC em 2027. Sim, você leu certo, ainda vai demorar um tempo. Mas a boa notícia é que já existe uma página oficial na Steam para a gente ficar de olho e adicionar à lista de desejos. Considerando a complexidade de um jogo de estratégia desse nível, talvez esse tempo extra seja necessário para não lançarem um produto incompleto ou cheio de bugs que precisariam de um nerf imediato no lançamento.

No fim das contas, essa treta toda do trailer serve como um aviso para a indústria. A confiança do gamer está no chão quando o assunto é IA, e qualquer escolha artística ousada que beire o 'estranho' vai ser recebida com desconfiança. A Amplitude Studios escolheu um caminho arriscado visualmente, mas se o jogo final for tão ambicioso quanto a proposta de 'viajar pelo tempo', a polêmica do trailer vai virar só uma anedota engraçada daqui a alguns anos.
Eu espero que Humankind 2 consiga entregar a profundidade estratégica que a gente ama em títulos de PC, sem se prender apenas a firulas visuais. O mercado de estratégia é exigente e não aceita mediocridade. Se eles focarem no polimento e na diversão, teremos um sucessor digno. Por enquanto, fica a lição: nem tudo que parece IA é IA, às vezes é só uma escolha de direção de arte bem... Peculiar.




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