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Gears of War: E-Day resgata a brutalidade visceral da trilogia original do Xbox 360

Sabe aquele sentimento de nostalgia que bate forte quando a gente lembra da era dourada do Xbox 360? Pois é, parece que a The Coalition decidiu abrir o baú de memórias e trazer de volta exatamente aquela sensação de 'carne moída' e tensão constante. Gears of War: E-Day não está tentando reinventar a roda ou seguir tendências modernas de mundo aberto; o jogo quer, com todas as forças, ser a continuação espiritual daquela trilogia insana que a gente jogava entre 2006 e 2011.

Para quem viveu aquela época, o hype é real porque a proposta é simples: menos firula e mais brutalidade. A gente está falando de um jogo que não tem vergonha de ser exagerado, com personagens brutamontes e um combate que parece que você consegue sentir o cheiro de pólvora e sangue através da tela. É aquele tipo de experiência que faz a gente questionar se estamos em 2026 ou voltando no tempo para a era dos discos de prata, mas de um jeito que funciona perfeitamente nos dias de hoje.

Imagem Cena de Gears of War EDay 1

O combate continua sendo aquele balé de destruição que a gente ama. Imagina o Marcus Fenix dando aquele grito rouco, correndo para a cobertura e despejando fogo com a Lancer enquanto os inimigos explodem em pedaços carnudos. É visceral, é sujo e é extremamente satisfatório. Quando um Drone Locust tenta furar a linha de defesa, não tem conversa: você liga a motosserra e fatia aquele infeliz no meio de um banho de vísceras que faria qualquer censor ter um treco.

Olhando para trás, a gente percebe que a série se perdeu um pouco no caminho. Gears 4 tentou inovar, mas trocar a 'umidade' orgânica dos Locust por inimigos robóticos e estéreis foi um erro grotesco que deixou o jogo frio e sem alma. Já o Gears 5 foi um experimento de mundo aberto que, embora fosse honesto, acabou sendo um jogo que 'vestia a roupa certa, mas dava os passos errados'. Agora, com Gears of War: E-Day, parece que o motor da franquia voltou a roncar alto, ignorando as modinhas de exploração vazia para focar no que realmente importa: a guerra tática.

Imagem Cena de Gears of War EDay 2

No departamento de elenco, a The Coalition acertou em cheio ao trazer de volta o John DiMaggio para dar voz ao Marcus Fenix. Aquele tom de voz ranzinza e impaciente é a marca registrada do personagem e encaixa como uma luva na atmosfera de caos total. Todo mundo no jogo parece estar à beira de um colapso nervoso, gritando ordens e lidando com o estresse de ver a civilização desmoronar em tempo real, o que eleva a imersão para outro nível.

Como este título é um prequel, a história foca nos primeiros encontros da humanidade com os Locust, aquela raça subterrânea que transformou a vida de todo mundo em um inferno. A demo que testamos se passa na cidade de Kalona, onde pontes e hubs de transporte viram verdadeiros abatedouros. A sensação de claustrofobia é palpável, mesmo em cenários abertos, porque você sabe que a qualquer momento pode surgir um inimigo do chão para te dar um nerf na vida com um tiro de Gnasher na cara.

Imagem Cena de Gears of War EDay 3

Sobre a gameplay, se você gosta de Shooters raiz, vai se sentir em casa. As mecânicas de cobertura continuam sólidas, e o polêmico 'wall bouncing' (aquele pulo entre coberturas que os pro-players usam para dar drible nos inimigos) ainda está lá, dividindo opiniões entre quem joga casualmente e quem quer 'cheesar' a IA. Não houve uma revolução aqui, e isso é a melhor notícia possível: o jogo é fiel aos tropos da série, mas agora com gráficos de última geração no Xbox Series X e PC.

É impressionante como a The Coalition conseguiu capturar aquela 'mágica' da Epic Games de antigamente, mesmo com quase todo o time original já tendo partido para outros projetos. O resultado é um jogo que parece maior, mais bonito e com muito mais a provar do que as iterações recentes. É a prova de que, às vezes, para seguir em frente, a melhor opção é olhar para trás e recuperar a essência que fez todo mundo se apaixonar pela franquia no início.

Imagem Cena de Gears of War EDay 4

No fim das contas, Gears of War: E-Day é um prato cheio para quem sente falta de jogos que não tentam ser tudo ao mesmo tempo. Ele não quer ser um RPG, não quer ser um simulador de caminhada; ele quer ser um jogo de tiro brutal, sangrento e cooperativo. Se você amava a trilogia original do Xbox, as chances de você odiar este jogo são praticamente zero.

Meu veredito é que estamos diante de um retorno triunfal. Enquanto outras franquias ficam tentando se modernizar com sistemas complexos que só servem para confundir o jogador, Gears of War: E-Day aposta na simplicidade da violência tática. Se o jogo final mantiver a densidade e a crueza mostrada na beta, teremos um dos melhores títulos de ação dos últimos anos, devolvendo ao gênero a glória da era 360 com toda a potência do 4K e 60fps.

Gears of War: E-Day
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Gears of War: E-Day

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