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Ubisoft surpreende com Rainbow Six Tactics: O retorno do singleplayer após 19 anos

Cara, segura esse hype porque a Ubisoft finalmente resolveu dar a cara a tapa e fazer algo que a gente pedia há décadas. Vocês não estão entendendo o tamanho da loucura: estamos falando do primeiro jogo singleplayer da franquia Rainbow Six em 19 anos! Sim, você leu certo, quase duas décadas de negligência com o modo campanha para focar no multiplayer. Agora eles voltaram com o Rainbow Six Tactics, e não é qualquer jogo, é um tactical game pesado na pegada de XCOM, aquele estilo de combate por turnos que deixa qualquer um roendo as unhas esperando o dado rolar.

O mais sinistro de tudo é que quem está no comando dessa obra é a Ubisoft Paris, a mesma galera que provou que manja tudo de turnos com a série Mario + Rabbids. Se eles conseguirem transpor aquela fluidez de movimentação para o clima tenso de contra-terrorismo, teremos um jogo absurdo em mãos. A proposta aqui é tirar a gente daquele caos frenético dos Shooters tradicionais e colocar a gente para pensar cada passo, cada ângulo e cada granada, transformando o campo de batalha em um verdadeiro tabuleiro de xadrez militar.

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Uma coisa que me deixou genuinamente feliz e que é raridade hoje em dia: o jogo NÃO terá loja interna, nem live-service, nem aquelas microtransações chatas que a Ubisoft ama enfiar em tudo. É o bom e velho modelo "comprou, jogou". Você paga o preço, baixa no seu PC ou console e aproveita a experiência completa sem ter que farmar moeda virtual ou comprar skin de operador para sentir que o personagem está forte. Isso mostra que eles querem focar na qualidade da campanha e não em sugar o dinheiro do jogador por anos a fio.

Falando em personagens, o elenco está simplesmente animal. Teremos 15 operadores escolhidos a dedo do Rainbow Six Siege, incluindo nomes icônicos como Ash, Montagne, Glaz, Doc, Nook, Smoke e Sledge. O que eu achei mais interessante é que o jogo vai misturar atacantes e defensores, mas as missões que vimos focam totalmente em invadir bases de terroristas fortificadas. Ver a Ash ou o Sledge em um ambiente de estratégia pura, onde um erro de posicionamento pode custar a vida de todo o esquadrão, traz um peso dramático que o multiplayer competitivo às vezes acaba diluindo.

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Para a galera que ama a lore da franquia, preparem o coração porque o enredo promete ser uma mina de ouro. A história se passa após os eventos do Siege Year 10, focando na reconstrução da unidade Rainbow. E olha que jogada de mestre: o protagonista e novo líder da equipe é ninguém menos que Paul Bishop, o personagem principal da série Rainbow Six Vegas. Trazer o Paul Bishop de volta é um fanservice do caralho que conecta as gerações antigas com a nova molecada que só conhece o jogo via Steam.

O gameplay parece ser dividido em fases bem distintas e táticas. Primeiro, temos a fase de reconhecimento em tempo real, onde você usa drones para mapear o terreno e descobrir onde os inimigos estão escondidos, exatamente como fazemos no Siege. Depois vem a fase de entrada, onde você escolhe os pontos de infiltração e coloca cargas de brecha nas paredes. Só então a ação vira turnos, com mecânicas clássicas de XCOM como cobertura, overwatch e linhas de visão, que serão cruciais para não ver seu operador favorito ser deletado em um tiro.

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As habilidades únicas dos operadores também vão brilhar aqui. Vimos o Glaz detonando dois inimigos alinhados com um único tiro de sniper de longa distância, e a Nook conseguindo se mover entre linhas de visão de forma furtiva. E convenhamos, quem não está atento para ver o Sledge quebrando paredes e criando novos caminhos no meio da missão? Além disso, a Ubisoft confirmou que teremos dezenas de mapas feitos à mão, espalhados pelo mundo, fugindo daquela preguiça de mapas procedurais que às vezes ficam repetitivos e sem graça.

Para fechar o pacote de complexidade, teremos elementos de desenvolvimento de operadores e construção de base, bem no estilo gestão de quartel general. Você não vai apenas jogar missões, mas sim gerenciar a evolução do seu time, melhorando equipamentos e táticas entre um combate e outro. É aquele tipo de loop de gameplay que vicia demais, onde você planeja a missão perfeita, falha miseravelmente porque o dado não ajudou e volta com tudo para dar o buff necessário no seu squad.

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Agora, vamos ao pitaco sincero: o jogo só sai em 2027. Sim, a Ubisoft jogou a data lá na frente, o que me deixa com o pé atrás. A gente sabe que jogo com data muito distante pode sofrer vários adiamentos ou, pior, chegar com a sensação de que foi feito às pressas apesar do tempo. Mas, se eles mantiverem a promessa de um jogo robusto, sem microtransações e com a profundidade estratégica de XCOM, pode ser a redenção da marca no singleplayer.

Meu veredito é que o Rainbow Six Tactics tem tudo para ser um hit absurdo se não tentarem inventar a roda e focarem no que importa: tática pura e tensão. Se eles conseguirem entregar aquela sensação de "um erro e já era", teremos um dos melhores jogos de estratégia dos últimos anos. Por enquanto, o hype está altíssimo, mas vou ficar de olho para ver se isso não vira um flop por causa da espera interminável. Só espero que a inteligência artificial dos inimigos seja decente, senão a estratégia vira piada.

Rainbow Six Tactics
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