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EA Sports usa Inteligência Artificial em NHL 27 e gera polêmica com vozes

Se você achava que a IA ia ficar restrita a gerar imagens bizarras ou escrever redação de escola, sinto informar que ela já invadiu o gelo. A EA Sports decidiu meter a mão na massa — ou melhor, no código — e está usando inteligência artificial generativa para criar as falas dos narradores em NHL 27. Para quem acompanha o cenário de esportes, isso é um sinal claro de que a empresa quer cortar custos enquanto tenta manter a aparência de conteúdo vasto, mas a verdade é que isso sempre divide a comunidade entre quem acha inovador e quem acha que é pura preguiça corporativa.

A treta veio à tona através do veterano John Buccigross, que não guardou segredo sobre como foi a experiência de trabalhar no título. Ele confirmou que, embora esteja presente no jogo, a EA Sports usou IA para expandir as linhas de diálogo. O cara até admitiu que, ao ouvir as amostras, ficou impressionado com a qualidade, chegando a dizer que, se isso significasse menos horas de gravação no estúdio recebendo o mesmo cachê, ele aceitaria na hora. Mas nem tudo são flores nesse novo fluxo de trabalho, e é aí que a coisa começa a ficar engraçada e, ao mesmo tempo, preocupante.

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O Buccigross contou uma anedota que mostra exatamente onde a IA ainda flopou feio: a falta de contexto cultural e técnico. Em um momento de revisão, os desenvolvedores — que ele descreveu como gênios dos games, mas não necessariamente fãs hardcore de hóquei — deixaram a IA dizer que a torcida estava "saindo de suas cadeiras". No mundo do hóquei, ninguém chama aquilo de cadeiras, mas sim de assentos. Parece um detalhe bobo, mas para quem vive o esporte, esse tipo de deslize quebra totalmente a imersão e mostra que a máquina ainda não entende a malícia e o vocabulário real das arenas.

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Essa tendência não é exclusividade do hóquei, porque a EA Sports está abraçando a IA generativa em quase todo o seu catálogo este ano. Se você der uma olhada nas páginas de College Football, Madden e FC na Steam, vai ver que existe um aviso explícito informando que IA foi usada no desenvolvimento. O problema é que NHL 27 não está disponível para PC, focando apenas no PlayStation e Xbox, o que significa que os jogadores de console ficaram sem esse aviso formal, sendo "surpreendidos" pela notícia via podcast.

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Não é a primeira vez que a indústria tenta empurrar IA goela abaixo dos gamers e recebe um nerf na reputação. Lembram do Call of Duty? A Activision enfrentou uma chuva de críticas pesadíssimas ao usar IA para gerar itens cosméticos, como as calling cards, que ficaram com aquela cara de "arte genérica" que a gente odeia. A EA Sports parece estar jogando um jogo perigoso, tentando automatizar a alma do jogo para economizar tempo, enquanto a comunidade clama por mais autenticidade e menos automação fria.

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Para piorar a situação, a recepção crítica de NHL 27 não tem sido exatamente um hype. O jogo recebeu uma nota 6/10 em análises recentes, com a crítica principal sendo a falta de inovação. Sim, o jogo continua divertido porque o hóquei é um esporte visceral, e acertar aquele slap shot ou dar um check brutal no adversário ainda dá aquele prazer imediato. Mas, fora isso, as mudanças são superficiais, limitando-se a ajustes em estádios e músicas, o que deixa a sensação de que a EA Sports está apenas entregando um "repack" anual.

O lançamento oficial acontece no dia 11 de setembro de 2026 para PS5 e Xbox Series X/S. A pergunta que fica é se a economia de tempo com a IA de voz foi reinvestida em melhorias reais de gameplay ou se apenas serviu para engordar a margem de lucro da empresa. Quando um jogo é classificado como apenas "divertido, mas sem mudanças substanciais", a inclusão de vozes sintéticas acaba soando mais como um sintoma de desleixo do que como um avanço tecnológico.

No fim das contas, a IA pode até aprender que "cadeiras" são "assentos" no futuro, mas ela nunca vai conseguir replicar a paixão de um narrador humano que realmente ama o esporte. Estamos entrando em uma era onde a conveniência está matando a arte, e jogos de esportes são o campo de testes perfeito para isso. Se a EA Sports continuar nesse caminho de automatizar tudo, corremos o risco de ter jogos que parecem perfeitos tecnicamente, mas que são completamente vazios de espírito.

Meu veredito é sincero: se você é fã religioso de hóquei, vai comprar NHL 27 de qualquer jeito, mas não espere uma revolução. A nota 6/10 resume bem a situação. É um jogo que cumpre o papel, mas que não arrisca nada. A IA nas vozes é apenas a ponta do iceberg de uma indústria que está mais preocupada em otimizar planilhas do que em criar experiências memoráveis para nós, jogadores. É triste ver um potencial imenso ser trocado por "menos trabalho e o mesmo cheque".

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* When speaking on the Chirping Zebras podcast * Gaming's Mike Straw
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