Shooters

Deficit Mistura Deus Ex com Riddick e Promete Ser um Immersive Sim Indie Absurdo

Mano, vamos falar a verdade: criar um immersive sim é tipo tentar subir o Everest de chinelo. É um dos gêneros mais difíceis de acertar porque exige que o mundo reaja a cada maluquice que o jogador inventa, e a gente sabe que a maioria dos indies que tenta isso acaba entregando algo travado ou sem alma. Eu já vi muita tentativa de recriar a vibe de Deus Ex ou Dishonored que simplesmente flopou por causa de controles ruins ou mecânicas que não conversam entre si, o que acaba matando qualquer hype inicial.

Mas aí chega o Deficit, desenvolvido pela galera da Item42 (que vocês talvez lembrem do Perish), e a parada muda de figura. Testei a demo e, papo reto, a sensação tátil desse jogo é algo que a gente não vê faz tempo. Sabe quando você sente o peso do personagem e a interação com o cenário não parece um script fingido? É exatamente isso que rola aqui, transformando a experiência em algo visceral que te prende mesmo quando as coisas começam a dar errado no código.

Capa de Cena de  Blending Deus Ex 1

No núcleo da história, você assume o papel de um espião freelancer em um mundo distópico completamente decadente. A missão é direta e sem frescuras: infiltrar-se em uma fortaleza colossal chamada Hadrian's Wall para roubar um dispositivo chamado Interpolator, tudo isso a mando de um sujeito misterioso conhecido apenas como The Client. Essa premissa tem um DNA puríssimo de Deus Ex, misturando espionagem, tecnologia cyberpunk e aquela sensação de ser um intruso em um lugar onde tudo quer te matar.

O que realmente me deixou de queixo caído foi a inspiração em The Chronicles of Riddick: Escape from Butcher Bay. Se você jogou aquele clássico de 2004, sabe que o combate corpo a corpo era absurdo para a época. Deficit traz isso de volta com força total, com socos brutais e facadas improvisadas que fazem você sentir o impacto. Quando você acerta um martelo na cabeça de um guarda, a sensação de impacto é tão forte que parece que o tranco subiu pelo seu braço, com os inimigos reagindo via física e desabando de um jeito satisfatório.

Capa de Cena de  Blending Deus Ex 2

Mas não é só na base do soco que o jogo brilha. O arsenal de interação é bem generoso, permitindo que você use baterias para ligar e desligar portas ou sentinelas robóticas, além de montar armadilhas com minas e lasers. E pra quem prefere resolver as coisas no tiro, as armas impressas em 3D dão aquele toque tecnológico sujo que combina perfeitamente com a estética do jogo. É o tipo de liberdade que a gente ama em Shooters que não se limitam a apenas apertar o gatilho.

A física do cenário é onde o immersive sim se confirma de verdade. Durante meus testes no PC, tomei um susto quando uma explosão próxima não só tirou vida, mas me arremessou fisicamente para trás, me jogando através de uma porta que eu nem sabia que existia. Teve até a situação engraçada de eu jogar um objeto na parede, ele quicar e bater na minha própria cara, causando dano. Esse nível de detalhe mostra que a Item42 não está brincando em serviço na hora de criar a simulação.

Capa de Cena de  Blending Deus Ex 3

Agora, nem tudo são flores, e aqui entra a parte que me deixou puto: o stealth. Na moral, o sistema de furtividade está um caos total. Eu era detectado por guardas mesmo estando em lugares elevados ou com obstáculos óbvios entre nós, o que torna a experiência de ser um "espião" bem frustrante. Não sei se o sistema está completamente quebrado ou se a leitura visual está ruim, mas é um ponto que precisa de um buff urgente ou um rework completo antes do lançamento final.

O lado bom é que, como o combate é gostoso demais, você acaba nem ligando tanto para o stealth bugado. Jogar de forma agressiva em Deficit é totalmente viável e, honestamente, muito mais divertido do que tentar se esconder e ser pego por um guarda com visão de raio-x. Se você curte a pegada de explorar cada canto e testar os limites da física do jogo, esse título já vale o download na Steam.

Capa de Cena de  Blending Deus Ex 4

Até o momento, não temos uma data de lançamento oficial, mas a aposta é que a versão completa chegue em 2027, considerando que a demo já está circulando agora em setembro de 2026. É um projeto ambicioso que, se polir essas arestas do stealth, tem tudo para se tornar uma referência moderna no gênero. Se você busca algo que fuja do padrão dos jogos AAA genéricos de hoje em dia, fica de olho nesse projeto.

No fim das contas, Deficit prova que ainda existe espaço para jogos que priorizam a sensação tátil e a experimentação acima de tudo. Mesmo com os bugs, a vontade de continuar jogando é maior do que a raiva de ser detectado do nada. É aquele tipo de jogo que te lembra por que a gente ama a era de ouro dos sims imersivos e nos deixa esperançosos de que a cena indie continue ousando em gêneros tão complexos.

Deficit
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