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Resident Evil de Zach Cregger explode nas bilheterias e cala a boca dos haters

Cara, quem diria que a maldição das adaptações de games ia cair por terra desse jeito? A gente já estava acostumado a ver filmes baseados em franquias icônicas darem errado ou ficarem apenas no 'ok', mas o que aconteceu com o novo Resident Evil dirigido por Zach Cregger foi um verdadeiro soco no estômago de quem estava esperando um flop. O longa não só chegou chutando a porta, como provou que, quando se tem a visão certa, dá para transformar o terror de sobrevivência em ouro puro nos cinemas.

Nós aqui da Gamer Elite acompanhamos todo o hype e a expectativa, mas também o medo da galera. Afinal, mexer com uma IP tão sagrada quanto a da Capcom é pedir para ser linchado por fãs veteranos. Só que o resultado final foi absurdo, e os números provam que o público estava sedento por algo que realmente passasse a sensação de estar jogando um dos títulos no PlayStation ou no PC, focando no medo e na tensão em vez de explosões genéricas.

Resident Evil (2026) - Imagem Oficial

O impacto financeiro foi surreal, mano. O filme arrecadou estimados R$ 595,65 milhões globalmente logo no seu primeiro final de semana, o que é um recorde absurdo para a franquia. Para você ter uma ideia, a abertura doméstica nos Estados Unidos foi de R$ 330 milhões, enquanto o mercado internacional injetou mais R$ 265,65 milhões. Isso destruiu completamente as projeções mais pessimistas, que esperavam algo entre R$ 220 milhões e R$ 275 milhões apenas no território americano.

Se a gente olhar para a carreira do Zach Cregger, esse sucesso faz total sentido, mas ainda assim é impressionante. O cara já vinha mostrando que manjava muito de terror com Barbarian, que abriu com cerca de R$ 55 milhões, e com Weapons, que no ano passado puxou impressionantes R$ 385 milhões. Agora, com o selo da Sony, ele conseguiu elevar o nível do jogo, entregando uma direção que entende a linguagem do cinema moderno sem esquecer as raízes do horror.

Resident Evil (2026) - Imagem Oficial

A trama foca em um personagem original chamado Bryan, interpretado por Austin Abrams, que é jogado no inferno que se tornou a cidade de Raccoon City. O ponto chave aqui é que o filme não tenta ser um videogame filmado, mas sim uma experiência inspirada na gameplay de survival horror. A tensão é palpável, e a sensação de claustrofobia é exatamente aquilo que a gente sente quando está com pouca munição e um zumbi na cola.

É impossível não comparar esse novo rumo com as tentativas anteriores. A era da Milla Jovovich, embora tenha tido seu valor, acabou se afastando demais do que os fãs amam na IP, virando quase um filme de ação genérico. Já o Welcome to Raccoon City de 2021 tentou encher o texto de referências aos jogos, mas falhou miseravelmente em criar uma história que prestasse. O filme do Cregger acertou onde todos erraram: ele respeita a essência do medo, mesmo mudando a superfície.

Resident Evil (2026) - Imagem Oficial

Claro que nem tudo foram flores e o caminho até a estreia foi uma subida íngreme. Muita gente ficou possessa quando os primeiros trailers saíram, porque o diretor decidiu deixar de lado ícones como Leon S. Kennedy e o lendário T-Virus. Teve gente reclamando até da ambientação mais moderna e do fato de Raccoon City estar coberta de neve, o que para muitos foi um nerf na fidelidade ao material original. O Zach Cregger chegou a admitir que foi ingênuo em achar que a galera aceitaria bem essas mudanças sem reclamar.

Mas, como dizem, os resultados calam a boca de qualquer um. O filme não só dominou a bilheteria, como também mutou para se tornar a melhor adaptação de videogame de todos os tempos no Rotten Tomatoes, ultrapassando até o fenômeno Sonic the Hedgehog 3. A crítica especializada também abraçou a obra, com a IGN dando uma nota 8/10, elogiando a simplicidade e a eficácia da história de terror de sobrevivência, que se beneficiou imensamente da sensibilidade do diretor.

Resident Evil (2026) - Imagem Oficial

No cenário geral do cinema, o Resident Evil de 2026 atropelou a concorrência. No top 5 doméstico, ele ficou em primeiro lugar, seguido por Practical Magic, Spider-Man: Brand New Day, The Odyssey e Coyote vs. Acme. No mercado global, a disputa foi acirrada, mas o terror da Capcom manteve o topo. Enquanto isso, produções como The Odyssey de Christopher Nolan já passaram de R$ 9,46 bilhões e o novo Spider-Man atingiu a marca absurda de R$ 13,58 bilhões, mas o impacto cultural desse novo Resident Evil é outro nível.

No fim das contas, esse sucesso mostra que o público não quer apenas ver personagens conhecidos na tela, mas quer sentir a atmosfera do jogo. O risco que a Sony e o Zach Cregger correram valeu a pena, provando que a inovação é o único caminho para tirar as adaptações de games do limbo da mediocridade. Se eles mantiverem essa pegada, podemos ter a sequência mais aterrorizante da história do cinema.

Agora a pergunta que fica para a gente é: será que a franquia consegue manter esse nível de qualidade ou vai cair na tentação de virar um espetáculo de ação exagerado nos próximos filmes? De qualquer forma, quem não viu ainda está perdendo um dos melhores momentos do gênero nos últimos anos. Vale cada centavo do ingresso para ver o terror de sobrevivência finalmente sendo tratado com o respeito que merece nas Notícias do cinema.

Resident Evil (2026)
Site Oficial

Resident Evil (2026)

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