Se você é daquelas pessoas que passou noites em claro farmando em Prontera ou disputando MVP com a galera, prepare o coração e, principalmente, a carteira. A Gravity finalmente confirmou que Ragnarok Zero está desembarcando nas Américas, trazendo aquela pegada nostálgica do clássico, mas com a modernização que a gente espera de um MMORPG atual. O jogo já deu as caras na Europa e no Sudeste Asiático através do Ragnarok Zero: Global, e agora é a nossa vez de entrar nessa briga.
Mas ó, já vou mandar a real logo de cara para ninguém dizer que não avisamos: esqueçam a era do free-to-play. Diferente do que rolava no Ragnarok Online Latam ou no saudoso Brasil Ragnarök Online, a versão das Américas vai operar com um modelo de assinatura obrigatória. Isso é um tapa na cara de quem gosta de jogar sem gastar, mas por outro lado, pode significar um ambiente menos tóxico e com menos bots infiltrados estragando a economia do jogo.

Sobre a gameplay, a Gravity mexeu em várias engrenagens para a progressão não ficar aquele tédio repetitivo de antigamente. Agora, missões, fabricação de itens e as áreas de caça estão muito mais integradas, o que evita que você sinta que está jogando três jogos diferentes ao mesmo tempo. O ponto que mais me chamou a atenção foi o sistema de equipamentos: agora os atributos e bônus são definidos aleatoriamente quando você dropa o item. Ou seja, o farming vai ficar ainda mais insano, porque dois itens iguais podem ter valores completamente diferentes, gerando aquele hype de quem consegue o "roll" perfeito.
As classes, que são a alma do jogo, também levaram um buff em termos de design e evolução. Houve ajustes nas habilidades para que a progressão faça mais sentido e as builds não fiquem obsoletas tão rápido. É aquele ajuste fino necessário para que o meta não fique engessado e a galera tenha liberdade para experimentar novas formas de jogar sem se sentir um lixo no PvP ou no PvE.

Para quem curte o desafio pesado, as zonas de caça especiais voltam com tudo, trazendo monstros bem mais difíceis e recompensas que realmente valem o esforço. Além disso, a possibilidade de surgirem Campeões e Chefes torna a exploração muito mais dinâmica. E claro, os MVPs não ficaram de fora, mas agora a pegada é em raids próprias, exigindo que você monte um grupo coordenado e prepare cada detalhe do equipamento para não ser deletado do mapa em cinco segundos.
Uma adição que divide opiniões, mas que é a realidade dos jogos modernos, é o sistema oficial de caça automática. A ideia é facilitar aquelas tarefas repetitivas de coleta e progressão que costumam dar sono em qualquer jogador. Somado a isso, a interface mantém aquele visual clássico que a gente ama, mas agora com escala ajustável, melhorias na câmera e um campo de visão muito mais amplo para você não ser pego de surpresa por um mob.
O suporte para português do Brasil, espanhol e inglês já está garantido, o que tira aquela barreira chata de tradução feita por fãs. Como o jogo roda no PC, a gente sabe que o lag pode ser o maior inimigo, especialmente em raids de MVP. Se você não quer ver seu personagem teleportando aleatoriamente, recomendo fortemente usar o ExitLag com o cupom CAVERNA para garantir aquele desconto de 50% no plano anual e ainda levar 3 meses de bônus.
No fim das contas, Ragnarok Zero parece ser uma tentativa honesta de resgatar a essência do jogo sem ignorar que o mundo mudou. A assinatura obrigatória é um risco grande e pode fazer muita gente desistir antes mesmo do beta, mas se a entrega for de qualidade, quem é fã de verdade vai pagar sorrindo. Ainda não se sabe se a Gravity vai conseguir manter a estabilidade dos servidores para não flopar logo no lançamento.

Meu veredito é: fiquem de olho no pré-registro. Se você sente falta daquela sensação de evolução constante e de montar builds complexas, esse jogo é para você. Só não esqueça de preparar o bolso e a paciência para o grind, porque em Ragnarok, a glória só vem para quem tem persistência (e um pouco de sorte nos drops).




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