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Por que a Nintendo precisa urgentemente reviver Mario Paint no sucessor do Switch

Sabe aquele sentimento de nostalgia que bate quando a gente lembra de coisas que não eram exatamente 'jogos', mas que prendiam a gente por horas na frente da TV? Pois é, a Nintendo tem um histórico absurdo de criar spinoffs que viram hits mundiais, desde o caos de Mario Kart até a bizarrice genial de WarioWare. Mas, no meio de tanta genialidade, existe um tesouro escondido lá nos anos 90 que a empresa simplesmente resolveu ignorar por décadas, enquanto a gente continua aqui, querendo que ele volte com tudo.

Estamos falando de Mario Paint, aquele software de arte digital lançado em 1992 para o Super Nintendo. Para quem não viveu ou não teve a sorte de experimentar, o negócio era basicamente um estúdio de arte completo dentro do console, com editor de pixel art, compositor musical e até ferramentas de animação simples. O detalhe é que ele vinha com o lendário SNES Mouse e um mousepad de plástico, transformando a experiência de jogar em algo completamente diferente do controle tradicional.

Imagem Cena de Nintendos Forgotten 90s Mario 1

Se você acha que era um fracasso, está redondamente enganado. O Mario Paint vendeu quase 2,5 milhões de cópias no mundo todo, o que coloca ele tranquilamente no top 20 de jogos mais vendidos do Super Nintendo, batendo até nomes como Super Mario RPG. O problema é que, apesar desse sucesso, a Nintendo nunca deu a ele a chance de evoluir para algo maior. A única tentativa de sequência foi o Mario no Photopi, lançado em 1998 para o Nintendo 64, mas que ficou preso apenas no Japão, deixando a gente aqui no ocidente com aquela vontade eterna de ter jogado.

Com o passar dos anos, a Nintendo tentou preencher esse vazio criativo com outras ideias, mas elas seguiram caminhos diferentes. Tivemos o WarioWare DIY no DS em 2010, que era focado em criar microgames, e depois o fenômeno Super Mario Maker no Wii U em 2015. O Super Mario Maker foi um marco, inclusive sendo indicado a Jogo do Ano nos The Game Awards, mas ele é sobre design de fases e a comunidade Kaizo, não sobre a expressão artística pura e simples que o Mario Paint proporcionava.

Imagem Cena de Nintendos Forgotten 90s Mario 2

O que tornava o Mario Paint especial era justamente a falta de pressão. Não tinha game over, não tinha chefe difícil e nem a tensão de passar de fase. Era o refúgio perfeito para quando a gente não tinha paciência para encarar a dificuldade brutal de um Super Metroid ou não tinha as horas necessárias para mergulhar em um épico como Final Fantasy 6. Era a definição de jogo casual muito antes desse termo virar moda na indústria, permitindo que a gente colorisse o Mario montado no Yoshi repetidamente só pelo prazer de criar.

Imagina agora a potência de um suposto Switch 2 rodando um reboot desse título. Não precisamos de nada complexo ou cheio de firulas técnicas; a simplicidade é o que vende aqui. Seria incrível ter a possibilidade de criar artes baseadas em Fire Emblem: Fortune’s Weave ou compor músicas usando efeitos sonoros de Animal Crossing: New Horizons e Donkey Kong Bananza. A integração com o ecossistema atual da Nintendo transformaria o que era um livro de colorir digital em uma central de criatividade absurda.

Imagem Cena de Nintendos Forgotten 90s Mario 3

Eu sei que muita gente reclama quando a empresa lança remakes com preços salgados, variando entre cerca de R$ 275 reais e R$ 385 reais. Mas, sendo bem sincero, eu pagaria esse valor rindo se recebesse uma versão moderna, polida e cheia de carisma do Mario Paint. É aquele tipo de software que seria perfeito para passar o tempo em viagens longas, funcionando como um terapeuta digital enquanto a gente brinca com carimbos e sons engraçados.

Para quem está com aquele sentimento de saudade batendo forte, a única saída no momento é assinar o serviço de assinatura da empresa e jogar a versão original via emulação. Mas convenhamos que jogar isso num controle moderno não é a mesma coisa que ter a experiência tátil de um mouse ou de uma tela touch aprimorada. A gente precisa de algo novo, algo que resgate a essência da diversão sem compromisso.

Imagem Cena de Nintendos Forgotten 90s Mario 4

No fim das contas, a Nintendo sabe como manipular nosso coração e nosso bolso, mas ela está cometendo um erro ao deixar essa franquia no esquecimento. Um reboot de Mario Paint não seria apenas um exercício de nostalgia, mas sim a oportunidade de criar um novo padrão de ferramentas criativas para a nova geração de gamers. É hora de parar de dar nerf na nossa criatividade e trazer de volta o mouse mais icônico da história dos games.

Nós aqui da Gamer Elite acreditamos que o sucessor do Switch é a plataforma ideal para esse retorno triunfal. Se a empresa quer continuar dominando o mercado de jogos casuais e criativos, ela precisa olhar para o próprio passado e perceber que o ouro já estava lá, escondido em pixels coloridos e sons de 8 bits. Ficamos no aguardo de um anúncio que finalmente tire esse sonho do papel e coloque as cores de volta na tela.

Mario Paint
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