Notícias

Persona 5: Como um JRPG Estiloso Mudou a Cara do Gênero  10 Anos

Cara, para e pensa: já faz dez anos que o Persona 5 chegou chutando a porta e mudando completamente a nossa percepção sobre o que um JRPG moderno pode ser. Quando o jogo foi lançado no Japão em setembro de 2016, a gente já esperava algo bom, mas ninguém estava preparado para aquele soco de estilo, com uma trilha sonora de jazz melancólico e uma interface que faz qualquer outro menu de jogo parecer um documento do Word. Não foi apenas um lançamento bem‑sucedido, foi um verdadeiro buff na identidade visual da Atlus, elevando a franquia a um patamar de hype que pouquíssimos jogos conseguem sustentar por tanto tempo.

1. Persona 5

Persona 5

O negócio é que o Persona 5 não inventou a roda, mas ele poliu a engrenagem até ela brilhar. A fórmula de misturar simulação de vida escolar com exploração de masmorras já vinha sendo lapidada desde o Persona 3, mas aqui a gente viu o ápice da qualidade de vida. As transições fluidas e a maneira como o jogo te guia pelas atividades diárias transformaram o que poderia ser um sistema engessado em algo viciante, provando que a Atlus finalmente tinha entendido como fazer o jogador se sentir parte daquele mundo urbano e opressor. O salto para o quinto jogo foi absurdo porque ele saiu do plano metafísico individual e partiu para uma crítica social ácida e direta. Em vez de focar apenas no que está dentro de nós, o Persona 5 propõe que nossa identidade é moldada pelas instituições que nos cercam: a escola, a família e o mercado de trabalho. É por isso que os Phantom Thieves não lutam apenas contra monstros, mas contra a corrupção sistêmica. Quando enfrentamos o Kamoshida, não estamos batendo apenas num professor abusivo, mas em todo o sistema escolar que ignora o assédio para manter a imagem de sucesso da instituição. Essa maturidade narrativa se estende por todos os vilões. O Madarame representa a podridão no mundo da cultura e da família, o Okumura é a face gananciosa do mundo corporativo e o Shido é o ápice da corrupção política. O jogo nos mostra que essas pessoas não são apenas "maus por natureza", mas indivíduos que usam posições de prestígio para esmagar quem está abaixo. Ver o Joker e sua gangue desafiando esse status quo é catártico, especialmente porque a mensagem é clara: a resistência acontece através de pessoas comuns que decidem encontrar sua própria voz.

2. Persona 3

Persona 3

O Persona 3 era mergulhado num pavor existencial, focando na mortalidade e na busca por sentido enquanto encarávamos a morte de frente, algo que ainda hoje ressoa fortemente nos fãs.

3. Persona 3 Reload

Persona 3 Reload

Mesmo as Notícias sobre o remake Persona 3 Reload mostram que ainda é um tema pesado e visceral.

4. Persona 4

Persona 4

Já o Persona 4 nos levou para a cidadezinha de Inaba para lidar com as sombras, aquelas partes podres da nossa personalidade que a gente tenta esconder a todo custo.

5. Persona 5 Royal

Persona 5 Royal

A Atlus soube extrair cada gota de suco dessa fórmula, nos entregando a versão definitiva em Persona 5 Royal.

6. Persona 5 Strikers

Persona 5 Strikers

Além disso, a Atlus lançou o spin‑off Persona 5 Strikers, que expande a ação em tempo real e mantém o estilo narrativo da série.

7. Persona 5: Dancing in Starlight

Persona 5: Dancing in Starlight

O rítmico Persona 5: Dancing in Starlight trouxe uma experiência musical que celebra a estética e a trilha sonora do título principal.

8. Metaphor: ReFantazio

Metaphor: ReFantazio

Até mesmo o novo projeto do mestre Katsura Hashino, o Metaphor: ReFantazio, carrega o DNA desse jogo, expandindo a discussão sobre política e coletivismo para um cenário de fantasia, provando que as ideias plantadas há uma década ainda são extremamente relevantes.

9. PlayStation

PlayStation

Para quem joga no PlayStation, a experiência continua sendo visceral.

10. PC

PC

E para quem prefere o PC, o estilo visual agressivo e a trilha sonora impecável não floparam com o tempo; pelo contrário, viraram referência para a indústria.

É raro ver um jogo que consegue ser tão denso intelectualmente e, ao mesmo tempo, tão divertido de jogar, sem que um aspecto anule o outro. O Persona 5 conseguiu a proeza de transformar a angústia social em um loop de gameplay que te prende por centenas de horas.

No fim das contas, o legado do Persona 5 é ter provado que o público de JRPG quer mais do que apenas histórias de heróis salvando o mundo. A gente quer personagens complexos, críticas reais à sociedade e, claro, um estilo que deixe qualquer um com inveja. Ele elevou a régua do gênero e deixou um rastro de influência que ainda vemos em muitos títulos independentes e grandes produções.

É impossível falar de RPGs modernos sem citar a jornada dos Phantom Thieves. A sensação de gerenciar sua agenda escolar enquanto planeja o roubo de um coração corrupto criou uma dinâmica única que ainda não foi superada por ninguém. É um jogo que te faz questionar seu papel no mundo enquanto você está ocupado demais tentando maximizar seus Social Links.

Se você ainda não jogou, mano, você está cometendo um crime contra o seu próprio console. É a prova viva de que a arte e o game design podem caminhar juntos para criar algo que não é apenas entretenimento, mas uma experiência que muda a forma como você olha para as instituições ao seu redor.

Persona 5
Site Oficial

Persona 5

Acesse o site oficial de Persona 5 para conferir notícias exclusivas, patch notes, atualizações, mídias oficiais e canais comunitários da desenvolvedora.

🎬 Vídeo Relacionado

💬 Comentários da Comunidade

Carregando comentários...

← Ver todas as matérias
gamerelite:cookie-consent