Sabe aquele cara que você ouve em todo lugar, mas não faz ideia do que ele joga no tempo livre? Pois é, nós aqui da Gamer Elite batemos o olho em uma entrevista insana do Ray Chase e descobrimos que o cara é um gamer raiz, daqueles que não brincam em serviço quando o assunto é devorar a biblioteca da Steam. Ele é a voz do Noctis em Final Fantasy 15 e do Cyclops em X-Men '97, mas longe dos microfones, o hobby dele é levar a gameplay ao limite do absurdo.
O papo começa com a nostalgia pura, e olha, o Ray não começou no PS5 ou no Xbox Series X. Ele cresceu na era gloriosa do PC, jogando em computadores DOS antigos que o pai dele usava para contabilidade. O cara foi criado a base de sharewares, jogando Wolfenstein 3D, Duke Nukem 1 e 2 e Blake Stone: Aliens of Gold sem parar. É aquele tipo de formação que cria um jogador resiliente, que não reclama de bug e ama um editor de fases, como ele mesmo admitiu sobre o Jack Pack.

Atualmente, o cara está mergulhado na produção de X-Men '97. Ele contou que já estão gravando a Season 4 da série, e embora a gente só vá ver isso daqui a alguns anos, o hype nos bastidores parece estar absurdo. É engraçado ver como a carreira dele se funde com os jogos, já que ele dublou centenas de personagens, mas continua mantendo aquela essência de quem só quer sentar na frente do monitor e esquecer do mundo.
Agora, vamos falar da parte realmente perturbadora: o vício em Slay the Spire. O Ray confessou ter mais de 1.000 horas nesse roguelike. Mano, mil horas! Isso não é mais jogar, é um estilo de vida. Quem já jogou sabe que esse jogo te prende num loop infinito de "só mais uma run", mas chegar nesse nível de dedicação mostra que ele realmente gosta de moer a cabeça com estratégias de cartas e builds otimizadas.

Mas nada supera a bizarrice da build dele em Kingdom Come: Deliverance 2. Enquanto a maioria da galera está focada em armaduras pesadas e espadas gigantes, o Ray criou a chamada "smell build". Basicamente, ele foca tudo em perfumes e roupas luxuosas, tratando a aparência e o cheiro do personagem como se fossem a armadura principal. Ele literalmente entra em batalha com um "outfit de garoto rico" e diz que os inimigos ficam tão atordoados com a elegância dele que isso funciona na prática. É a definição de jogar com estilo, mesmo que seja completamente insano.
Além dessas pérolas, ele anda explorando o Deltarune Chapter 5 e se rendeu ao desafio de Mina the Hollower. O interessante é que ele ignorou a ordem sugerida das dungeons para testar seus limites, provando que gosta de sofrer um pouco na gameplay para sentir a vitória. Ele ainda deu um salve especial para a trilha sonora do jogo, que segundo ele é simplesmente absurda, elevando a experiência de exploração a outro nível.

E para quem acha que ele só consome, o Ray também é empreendedor no mundo indie. Ele é cofundador da Sassy Chap Games, a mente por trás do Date Everything, que chega em 2025. O conceito é totalmente maluco: um simulador de namoro onde você pode romancear objetos domésticos antropomorfizados. O objetivo do projeto é celebrar o talento da dublagem, transformando coisas banais da casa em personagens com personalidades complexas, o que é a cara do Ray.
Para ele, Kingdom Come: Deliverance 2 é a encapsulação perfeita do que um RPG deve ser, um jogo "eterno" que permite centenas de horas de experimentação. Essa liberdade de criar builds ridículas, como a do perfume, é o que separa os jogos genéricos dos verdadeiros clássicos. Quando um jogo te permite ser um nobre cheiroso no meio de uma guerra medieval, você sabe que os desenvolvedores acertaram na mão.

No fim das contas, ver um profissional do calibre do Ray Chase sendo tão apaixonado por jogos, desde os tempos do DOS até os indies modernos, é inspirador. Ele não trata o gaming como um trabalho, mas como um refúgio onde ele pode ser o Cyclops ou apenas um camponês extremamente perfumado. É esse tipo de paixão que mantém a indústria viva e nos faz continuar comprando jogos na Notícias mesmo com os preços subindo.
Meu veredito é que o Ray é um de nós. Alguém que entende que a verdadeira diversão não está necessariamente em seguir o meta ou fazer a build mais forte, mas sim em fazer a build mais engraçada e ver o que acontece. Se você ainda não tentou transformar seu personagem em um ícone da moda em um RPG medieval, você está jogando errado!



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