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Orbitals Tenta Superar a Sombra de It Takes Two com Visual Anime Sensacional

Olha, vamos ser sinceros aqui: tentar fazer um jogo cooperativo depois que a Hazelight lançou It Takes Two é como tentar pintar um quadro depois de ver a Capela Sistina. O sarrafo ficou alto demais e a maioria dos desenvolvedores simplesmente desistiu de tentar inovar no gênero, preferindo jogar seguro com fórmulas batidas. Mas aí chega a Shapefarm, com a benção da Kepler Interactive, e decide que encarar esse desafio era a missão da vida deles com o lançamento de Orbitals.

A gente aqui da Gamer Elite acompanhou a chegada desse título e o papo reto é que ele não chega para substituir o rei, mas tenta pavimentar seu próprio caminho. O jogo aposta tudo em uma estética inspirada em animes retrô que é, no mínimo, hipnotizante. Para quem curte esse estilo visual, o hype é totalmente justificado, pois a direção de arte consegue carregar a experiência nas costas mesmo quando a gameplay resolve dar aquelas tropeçadas chatas.

Imagem Cena de <strong>Orbitals</strong> Reviews Say It 1

Se a gente olhar para os números, Orbitals não flopou, mas também não quebrou a internet. No Metacritic, o jogo está com uma nota 81, enquanto no Opencritic a média sobe para 84. Comparando com o Split Fiction da Hazelight, que cravou um 91 no Metacritic, fica claro que a Shapefarm entregou um trabalho sólido para uma estreia, mas ainda falta aquele polimento de mestre para atingir a perfeição absoluta.

O ponto mais forte, e onde quase todo mundo concorda, é que o jogo é lindo de morrer. A crítica do Game Rant, por exemplo, deu um 9/10, exaltando que esse visual anime retrô transforma a partida em um verdadeiro espetáculo visual. É aquele tipo de jogo que você tira print a cada cinco minutos só para admirar as cores e o design, algo que faz toda a diferença para quem está jogando no Nintendo Switch 2 ou no PC.

Imagem Cena de <strong>Orbitals</strong> Reviews Say It 2

No quesito coop, a Shapefarm acertou em cheio na dinâmica entre os protagonistas Maki e Omura. Diferente de vários jogos onde um jogador é o protagonista e o outro é basicamente um assistente que só abre porta, aqui a dependência é mútua e real. A TheGamer deu um 4/5, destacando que ambos são essenciais para resolver os puzzles e derrotar os chefões, garantindo que ninguém fique olhando para a parede enquanto o parceiro faz todo o trabalho duro.

Mas nem tudo são flores e aqui entra o meu pitaco: o jogo tem uns problemas de execução que irritam. O Game Informer, com uma nota 7/10, apontou que os puzzles podem ser rasos demais em alguns momentos, faltando aquela profundidade que nos faz sentir gênios ao resolver um enigma. Além disso, as partes de pilotagem de naves são, no mínimo, questionáveis, com controles que parecem que foram nerfados em termos de precisão.

Imagem Cena de <strong>Orbitals</strong> Reviews Say It 3

O combate espacial é onde o bicho pega, e não no bom sentido. Fugir de mísseis teleguiados rápidos se tornou um pesadelo para muitos críticos, com sequências no final do jogo que beiram o caótico e o frustrante. É aquele momento em que você sente que o jogo quer te desafiar, mas acaba apenas te irritando por causa de uma mecânica travada, o que tira um pouco do brilho da jornada.

A Eurogamer foi ainda mais ácida, soltando três estrelas e criticando a história, que eles consideram sem sentido. O comparativo com os momentos memoráveis de Split Fiction foi cruel, lembrando que sequências como a do captcha de hoverbike são quase impossíveis de replicar. Para eles, Orbitals é um jogo que você esquece poucos dias depois de ver os créditos subirem, precisando olhar as screenshots para lembrar do que aconteceu.

Imagem Cena de <strong>Orbitals</strong> Reviews Say It 4

Mesmo com esse bate-boca entre os críticos, a nossa percepção dentro da categoria de Notícias é que o título ainda vale a pena. O Oli Welsh, do Polygon, chegou a dizer que este é o melhor co-op desde It Takes Two. Pode parecer exagero para alguns, mas considerando a escassez de jogos cooperativos de qualidade hoje em dia, qualquer tentativa honesta como a de Orbitals já é uma vitória para a comunidade.

No fim das contas, Orbitals é um jogo de contrastes: tem um visual impressionante e uma química de personagens excelente, mas peca na narrativa e em alguns segmentos de gameplay. Se você e seu parceiro ou parceira estão procurando algo para jogar no final de semana, especialmente se tiverem um Nintendo em mãos, a experiência compensa os defeitos.

É claro que não é a obra-prima que vai redefinir a indústria, mas é um passo na direção certa para a Shapefarm. Espero que eles aprendam com as críticas sobre o combate e a profundidade dos puzzles para que o próximo projeto seja aquele 10/10 que a gente tanto espera. No momento, é a melhor opção para quem sente saudade daquele sentimento de cooperação total.

Meu veredito é simples: ignore a falta de profundidade da trama e mergulhe na estética anime. Se você tiver paciência com as naves, vai se divertir pra caramba. Agora é só chamar aquele amigo que não passa fome de XP e partir para a exploração espacial, porque, apesar dos flaws, Orbitals tem coração e isso é raro hoje em dia.

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