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O Visão está de volta! Showrunner de VisionQuest revela conexão com o MCU

Cara, vamos ser sinceros: a Marvel Studios deu uma surra no O Visão nos últimos dez anos. O coitado surgiu em Avengers: Age of Ultron, detonou o próprio criador, morreu, ressuscitou, morreu de novo e ainda terminou WandaVision em uma crise existencial profunda, saindo por aí para descobrir se sequer tem uma alma. É aquele tipo de roteiro que deixa qualquer fã com a sensação de que o personagem foi nerfado emocionalmente só para servir de escada para outros heróis.

Mas agora o jogo virou com a chegada de VisionQuest. A gente viu nas Notícias que a série promete ser o fechamento de uma trilogia que engloba WandaVision e Agatha All Along. Se a Marvel conseguir amarrar isso tudo sem transformar a trama em uma bagunça, temos a chance de ver um dos personagens mais complexos do MCU finalmente encontrar a paz, ou, mais provavelmente, se meter em mais confusão digital.

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A trama de VisionQuest começa alguns anos após os eventos de WandaVision. O Terry Matalas, que é o showrunner da série e já mostrou a que veio em Star Trek: Picard, confirmou que a linha temporal está basicamente alinhada com o que vemos em Spider-Man: Brand New Day. O cenário agora é a Escócia, onde O Visão vive de forma anônima, trabalhando em um pub local durante o dia, tentando se misturar com os humanos da forma mais banal possível.

O plot engrossa quando a gente descobre que, à noite, O Visão entra em seu próprio palácio mental digital. É lá que ele manteve o Ultron contido durante todos esses anos. O negócio é o seguinte: não é apenas uma prisão, mas um campo de batalha psicológico onde as duas IAs mais poderosas da Marvel ficam trocando farpas. Isso abre um leque absurdo de possibilidades para a narrativa, transformando a série em algo quase filosófico, longe daquela fórmula genérica de luta no final de cada episódio.

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Um detalhe que me deixou no hype total foi a decisão de trazer o James Spader de volta como a versão humana do Ultron, com uma barba bem cheia. O Matalas foi categórico ao dizer que isso não foi por causa de orçamento — embora fazer CGI 24 horas por dia seja caro pra caramba —, mas sim porque ele queria a atuação visceral do Spader. Ver o embate entre o Paul Bettany e o James Spader sem a barreira dos efeitos especiais é a chance de ter diálogos afiados que realmente entreguem a emoção que um robô de metal não consegue passar com um piscar de olhos.

Sobre a construção do personagem, o Paul Bettany trabalhou lado a lado com a produção para garantir que este novo O Visão não fosse apenas uma cópia do antigo. Ele agora é um estranho olhando para dentro, alguém que não está tão conectado com a humanidade quanto era na primeira fase do MCU. Essa nuance é fundamental para que a série não seja apenas um fanservice barato, mas uma exploração real sobre a identidade de um ser sintético que já foi tudo e agora não é nada.

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E claro, não podemos esquecer da polêmica do White Vision. Para quem está se perguntando se ele é o mesmo cara ou uma versão diferente, o Matalas deixou claro que a resposta virá ao longo da jornada na série. Ele se inspirou fortemente na cena do Navio de Teseu de WandaVision, o que indica que vamos mergulhar fundo nessa questão de: se você troca todas as peças de um ser, ele continua sendo a mesma pessoa? É o tipo de pira mental que a gente espera de uma produção de ficção científica de qualidade.

Para a galera que está perdida com tanta série nova, a boa notícia é que você não precisa de um doutorado no MCU para entender a história. Embora seja oficialmente uma sequência de WandaVision e toque em pontos de Agatha All Along, a série vai atualizar o público de forma simples. Mas, papo reto: se você quiser a experiência completa e sentir o peso dramático, recomendo fortemente rever Avengers: Age of Ultron para lembrar por que a rivalidade entre esses dois é tão tóxica e fascinante.

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O fato de que o filho do personagem, o Tommy, também faz uma aparição, adiciona aquela camada emocional que a Marvel sabe usar para manipular a gente. Ver a dinâmica entre um pai sintozóide em crise e um filho com poderes é o tempero que faltava para tirar VisionQuest da zona de conforto de ser apenas mais uma série de super-heróis no catálogo do Disney+. Se eles acertarem a mão no ritmo, podemos ter a melhor série de personagem único dos últimos tempos.

Sinceramente, eu espero que essa série não flope. O material original e a química entre Bettany e Spader são ouro puro. Se a Marvel Studios parar de tentar fazer tudo parecer um filme da Avengers e focar no drama íntimo e na sci-fi densa que o Matalas propôs, temos um hit nas mãos. A ideia de um robô trabalhando em um pub na Escócia enquanto luta contra sua própria sombra digital é simplesmente genial e foge totalmente do padrão.

No fim das contas, VisionQuest parece ser a chance de redenção para O Visão. Depois de tanta morte e recriação, ver o personagem tentando entender seu lugar no mundo sem a dependência de terceiros é o caminho certo. Agora é sentar e esperar que a execução esteja à altura do hype, porque o conceito, no papel, está absolutamente impecável e promete entregar a profundidade que a gente sente falta nas produções recentes do cinema.

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