Galera, segura esse hype porque quem entende de game sabe que o gênero de immersive sims é quase uma religião para quem curte profundidade, liberdade e aquele sentimento de que o mundo do jogo realmente reage às suas loucuras. Para quem não está familiarizado, estamos falando de jogos que não te pegam pela mão e te deixam criar suas próprias soluções para os problemas, algo que ficou escasso nos últimos anos com a onda de jogos excessivamente guiados.
A notícia que caiu no nosso colo agora é das boas: Harvey Smith, o cara que moldou a experiência de Dishonored e deixou sua marca em Deus Ex e Thief: Deadly Shadows, acaba de anunciar a fundação da Black Pony Immersive. O nome já entrega tudo, né? O cara não quis fazer mistério e colocou a palavra 'Immersive' logo de cara para avisar que ele não veio para brincar de fazer jogo genérico, mas sim para resgatar a essência dos simuladores imersivos.

O time que o Smith está montando é simplesmente absurdo, uma verdadeira seleção de elite da indústria. Ele se juntou ao produtor executivo Ben Horne e trouxe consigo gente pesada que já passou por gigantes como Arkane, Insomniac, Epic, Avalanche e Volition, incluindo o seu colaborador de longa data, Ricardo Bare. !Imagem Cena de Dishonored cocreator Harvey 1 Ter esse nível de experiência reunido em um só lugar sugere que a Black Pony Immersive não quer apenas fazer um jogo, mas sim definir o novo padrão para a categoria.
Se você der uma olhada no objetivo do estúdio, eles deixam claro que querem desenvolver RPGs de ação em primeira pessoa com mundos extremamente bem realizados. A ideia central é focar em sistemas emergentes, que é aquele termo técnico para quando as mecânicas do jogo interagem entre si de formas que nem os desenvolvedores previram, dando ao jogador a liberdade total de abordar os desafios como quiser. !Imagem Cena de Dishonored cocreator Harvey 2 Isso é música para os ouvidos de quem sente falta de jogos onde a criatividade é a ferramenta principal de progressão.
Mas o que mais me deixou empolgado foi o 'easter egg' escondido no site oficial da empresa. Embaixo de todo aquele papo corporativo polido, eles soltaram a frase: "Through the looking glass, we’re chasing a dream of mystery, meaning, and creative play". Para quem é fã raiz, isso é uma referência direta à lendária Looking Glass Studios, a empresa que nos deu Ultima Underworld, System Shock e o primeiro Thief. !Imagem Cena de Dishonored cocreator Harvey 3 O Smith está basicamente jogando a luva na mesa e dizendo que quer ser o sucessor espiritual desses titãs.
Não podemos esquecer que esse movimento acontece após um período bem turbulento para o Harvey. Ele era diretor na Arkane Austin, estúdio que infelizmente fechou as portas em 2024 depois que o Redfall simplesmente flopou de forma catastrófica. Smith chegou a dizer em 2025 que o fechamento foi um choque total, especialmente porque a equipe estava trabalhando em algo "muito legal" quando a marreta caiu. !Imagem Cena de Dishonored cocreator Harvey 4 Fica a pulga atrás da orelha: será que alguma ideia daquela época vai acabar ressurgindo agora na Black Pony Immersive?
O cenário atual da indústria está uma bagunça, com demissões em massa e estúdios fechando toda semana, o que torna a fundação de um novo estúdio independente um ato de coragem. O Smith sabe que o mercado de jogos singleplayer complexos está em um lugar difícil, mas ele parece determinado a provar que ainda existe espaço para experiências profundas que recompensam a curiosidade e a exploração do jogador, longe da monetização predatória dos jogos como serviço.
Enquanto não temos um título anunciado ou um trailer para analisar, o que fica é a expectativa de vermos um jogo que não tente agradar a todo mundo, mas que seja perfeito para quem ama a complexidade. Se eles conseguirem unir a visão do Smith com a expertise dessa equipe vinda da Epic e Insomniac, podemos estar diante do renascimento de um gênero que muitos davam como morto.
Nós aqui da redação estamos acompanhando cada passo disso, porque o mercado de Notícias está carente de anúncios que tragam esperança para os jogadores de PC e consoles que não aguentam mais a mesma fórmula de mundo aberto vazio. Ter um veterano com 15 anos de bagagem liderando a operação é a melhor garantia de que teremos algo com substância e não apenas mais um produto de marketing.
Meu veredito é de otimismo cauteloso. O histórico do Harvey Smith é impecável quando se trata de design de missões e imersão, e a referência à Looking Glass Studios mostra que ele sabe exatamente onde quer chegar. Se a Black Pony Immersive entregar metade do que prometeu nas entrelinhas, teremos um candidato forte a Jogo do Ano assim que o projeto for revelado na Steam ou em outras plataformas.



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