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Nodusfall: HoYoverse larga o anime e mergulha no dark fantasy estilo Elden Ring

Olha, eu já vi de tudo nessa indústria em 15 anos, mas ver a HoYoverse abandonando aquele visual coloridinho e cheio de waifus para abraçar um dark fantasy visceral foi um choque. Nodusfall chega chutando a porta e provando que a empresa sabe ir muito além de personagens de anime fofos e mundos saturados. A estética aqui é pesada, com magias misteriosas e monstros que dão pesadelo, criando uma atmosfera que, vamos ser sinceros, bate de frente com o que a gente viu em Elden Ring.

No começo, confesso que fiquei com o pé atrás quando soube que a demo consistia em lutas contra chefes em grupos de quatro jogadores. Minha experiência com co-op vem de épocas remotas de RuneScape, e ninguém quer ser aquele cara que entrega a luta e faz o time todo flopar. Mas a pegada do jogo parece ser bem mais acessível do que a tortura psicológica da FromSoftware, focando em uma dinâmica de grupo que realmente recompensa a estratégia sem ser punitiva ao extremo.

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Na hora de escolher a classe, a demo trouxe quatro opções: duas focadas em combate corpo a corpo e duas à distância. Tinha personagens com habilidades de cura, mas eu passei longe porque não estou a fim de carregar a responsabilidade de manter todo mundo vivo nas costas. Acabei indo de arqueira com um braço mecânico, que prometia um dano massivo de longe enquanto lidava com surpresas desagradáveis, e foi a melhor escolha que eu poderia ter feito para entender o fluxo do combate.

O sistema de luta de Nodusfall é surpreendentemente intuitivo e não tenta reinventar a roda de forma desnecessária. Você usa ataques básicos para carregar uma barra que, quando cheia, libera um golpe devastador, mantendo o ritmo da luta sempre lá no alto. No caso da arqueira, eu tinha acesso a flechas-bomba que grudavam nos inimigos e causavam dano extra quando atingidas, o que deixa a gameplay com um feeling muito satisfatório e tático.

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Além dos ataques básicos, cada personagem tem quatro habilidades únicas com cooldowns variados. Eu usei muito um salto para trás que servia como esquiva e disparava uma flecha potente, além de invocar um lobo espiritual para causar dano de perto. O truque era dar um dash para frente, soltar o lobo e imediatamente usar a esquiva para recuperar a distância, tudo isso gerenciando uma barra de stamina que, felizmente, é bem generosa e não te deixa na mão no meio de um combo.

O que mais me impressionou foi a distância real do ataque. Diferente de muitos jogos onde o "ranged" na verdade precisa ficar quase encostando no boss, aqui eu conseguia orbitar a arena com segurança, dando suporte ao time e revivendo aliados sem me expor inutilmente. Esse equilíbrio entre a sobrevivência individual e a necessidade de mergulhar na briga para ajudar o grupo cria um ciclo de gameplay que vicia rápido e tira aquele medo constante de morrer a cada segundo.

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No quesito design de monstros, a HoYoverse bebeu de fontes mitológicas do mundo todo, e o resultado é absurdo. Enfrentei o Qiongqi, uma criatura da mitologia chinesa que parece um grifo monstruoso, e a modelagem está impecável. É aquele tipo de encontro onde você quer parar só para admirar o visual do bicho, embora seja difícil fazer isso enquanto a criatura tenta arrancar a sua cabeça com uma mordida brutal.

A luta contra o Maldrake, um dragão mais tradicional, foi o ponto alto da experiência. A batalha começa com o esperado: fogo, mordidas e golpes de asa, mas no meio do caminho rola um plot twist animal. Percebi que o dragão tinha braços humanos saindo do peito e, do nada, um cavaleiro rasga o torso da besta, matando o dragão e assumindo a luta. A partir daí, o jogo muda completamente, e você passa a enfrentar o Maldrake Knight, um mestre de espada e lança extremamente veloz.

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Essa transição força o jogador a jogar fora toda a estratégia anterior e se adaptar na hora. O cavaleiro não é previsível como o dragão; ele é rápido, perigoso e espalha poças de gosma preta que drenam sua vida se você for descuidado. Se você for encurralado por ele, é game over na certa, o que prova que Nodusfall tem camadas de dificuldade que podem agradar tanto quem busca algo casual quanto quem gosta de um desafio real em plataformas como PC e PlayStation.

Sinceramente, é revigorante ver a HoYoverse arriscando tanto. Eles saíram da zona de conforto do gacha colorido para criar algo que parece ter alma e peso. Se conseguirem manter essa qualidade de design e a profundidade dos combates, temos a chance de ver um novo gigante no gênero de action RPG que não seja apenas uma cópia, mas uma evolução com a polidez técnica que a empresa já domina.

Para quem acompanha as Notícias de games, fica claro que o hype em torno de Nodusfall é justificado. O jogo consegue entregar aquela sensação de descoberta e perigo constante, mas com um polimento que torna a experiência fluida. Se a versão final mantiver essa pegada visceral e as reviravoltas nas lutas contra chefes, teremos um título indispensável que vai fazer muita gente esquecer a estética anime por um tempo para mergulhar nessa escuridão.

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