A indústria de games está prestes a entrar em um estado de caos absoluto em setembro de 2026, e quem está no centro desse furacão é a Nintendo. O cenário é aquele clássico: todas as publishers estão correndo desesperadamente para lançar seus títulos antes que o monstro chamado Grand Theft Auto 6 chegue para engolir todo o oxigênio do mercado. Mesmo que o jogo da Rockstar não esteja nos planos para o novo console da big N, a estratégia de ocupar o espaço agora é simplesmente genial e agressiva.
Para quem achou que o Switch 2 teria um início morno, sinto informar que vocês estão redondamente enganados. Estamos falando de um dos meses de lançamento mais congestionados da história da plataforma, com uma mistura perigosa de exclusivos de peso, suporte massivo de terceiros e ports que fazem a gente questionar por que demoraram tanto para chegar. É aquele tipo de lineup que faz qualquer gamer querer vender os rins para garantir o console no dia um.

Para começar o estrago, teremos uma avalanche de ports no dia 2 de setembro. Estamos falando de coisas como Lego Batman: Legacy of the Dark Knight, a sobrevivência brutal de Valheim e o clássico Dragon Quest 11 S: Echoes of an Elusive Age — Definitive Edition. Ver esses títulos rodando com a potência do novo hardware vai ser um deleite visual, provando que a Nintendo finalmente saiu da idade da pedra em termos de performance.
No campo dos indies, o dia 2 de setembro também nos traz Moonlighter 2: The Endless Vault. Quem jogou o primeiro sabe que a mistura de lojinha aconchegante com dungeon crawler era viciante, mas agora a Digital Sun resolveu subir o nível. O jogo abandonou o 2D e partiu para uma visão isométrica em 3D, bebendo a fonte de Hades no gameplay de action-roguelite. Se a execução for metade do que o primeiro foi, teremos um vício absurdo nas mãos.

Já no dia 3 de setembro, chega Orbitals, um título que me deixou genuinamente curioso. Desenvolvido pela Shapefarm e publicado pela Kepler Interactive, o jogo é uma aventura de puzzle e plataforma cooperativa para dois jogadores, na pegada de It Takes Two. O que realmente chama a atenção aqui é a estética: um tributo retrô aos animes de ficção científica otimistas dos anos 80, com aquele visual vibrante que a gente raramente vê hoje em dia.
Agora, segura o coração porque no dia 4 de setembro a Capcom resolveu dar um soco na mesa com Onimusha: Way of the Sword. Estamos falando do primeiro jogo principal da série em 20 anos, cara! A Capcom deixou bem claro que o jogo NÃO é um Soulslike, o que para mim é um alívio imenso. O foco aqui é a esgrima pura e sofisticada em uma Kyoto do período Edo infestada de demônios. É o tipo de jogo que a gente implorou por décadas e que agora chega com a força de um AAA cross-platform.

Mas o verdadeiro candidato a Jogo do Ano chega em 17 de setembro: Fire Emblem: Fortune's Weave. A Intelligent Systems está voltando com tudo, e a expectativa é que este título entregue a mesma perfeição narrativa de Awakening, mas com a base de fãs gigantesca que Three Houses construiu. A trama gira em torno de quatro protagonistas competindo em um torneio de arena heroico. Se a história for densa e as mecânicas táticas estiverem afiadas, esse jogo vai atropelar muita gente nas premiações.
Para fechar o mês, a EA chega no dia 25 de setembro com EA Sports FC 27. Depois da febre da Copa do Mundo de 2026, o hype pelo futebol está no teto. A novidade é "The Grounds", um hub social de futebol de rua para customizar seu player e fazer aquele jogo rápido com os amigos. E sim, Ted Lasso e o AFC Richmond continuam na jogada, o que adiciona aquele tempero de carisma que a franquia precisava.

E para quem gosta de loot e grind, o dia 29 de setembro marca o lançamento de Minecraft Dungeons 2. É basicamente a fórmula do primeiro jogo, mas com um buff geral em tudo. O sistema de armaduras agora é dividido em quatro peças, igual ao Minecraft original, e adicionaram um slot de talismã. Mais status, mais modificadores e mais tempo perdido explorando dungeons com os parças. É a definição de conforto gamer.
Olhando para esse calendário, fica claro que a Nintendo não está apenas lançando um console, ela está montando um ecossistema imbatível. Ver a Capcom e a EA dando suporte total no day one mostra que o Switch 2 resolveu aquele problema crônico de falta de jogos AAA que assolava o antecessor em certos períodos. A máquina agora tem fôlego para brigar de igual para igual com o que temos no PC e no PlayStation.

Meu veredito final é que setembro de 2026 será o divisor de águas para a nova geração da Nintendo. Se Fire Emblem e Onimusha entregarem a qualidade prometida, não teremos apenas sucessos de vendas, mas sim marcos artísticos. Quem diria que a espera pelo novo hardware valeria tanto a pena? Preparem os bolsos e o espaço no cartão de memória, porque o massacre vai começar.



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