Olha, eu já vi muita coisa maluca nesse mercado de periféricos nos últimos 15 anos, mas a galera do hardware parece que entrou em modo berserker. A obsessão por tirar cada miligrama de peso dos mouses competitivos chegou a um nível que beira o ridículo, e a Pulsar resolveu chutar o balde de vez com o novo X2F CrazyLight. Basicamente, eles olharam para um mouse comum e pensaram: "E se a gente simplesmente jogasse a metade de trás no lixo?".
Sim, você leu certo. A proposta aqui é criar algo genuinamente crazy-light, e a solução foi literal demais. O resultado é um periférico que parece que foi mastigado por um cachorro, mas que na verdade é uma peça de engenharia focada puramente em velocidade. Estamos falando de um dispositivo que corta todo o apoio da palma da mão para garantir que o jogador tenha a máxima agilidade possível no PC, focando num público que não quer saber de conforto, mas sim de subir de elo.

O X2F CrazyLight chega ao mercado pesando apenas 29g, o que é simplesmente insano. O mais impressionante é que a Pulsar conseguiu esse peso sem apelar para aquele visual de "queijo suíço" com furos de colmeia que todo mundo usava há uns anos e que, convenhamos, acumulava sujeira até você não aguentar mais. Eles mantiveram a carcaça sólida na parte frontal, concentrando ali o sensor, os switches e a bateria, provando que dá para ser leve sem parecer que o mouse está derretendo.
No coração dessa máquina, temos o novo sensor XS2, que a empresa ainda não soltou todos os números, mas a gente sabe que a versão anterior, o XS1, já entregava 32.000 DPI, velocidade de 750 IPS e aceleração de 50 G. Se o XS2 seguir a tendência de buff da categoria, ele deve bater de frente com os monstros da Razer e Logitech. Para completar o pacote de performance, o bicho suporta 8,000 Hz de polling rate, o que significa que a resposta do clique é quase instantânea, algo essencial para quem joga Shooters como Counter-Strike ou Valorant em nível profissional.
Agora, vamos ser sinceros: isso aqui não é para qualquer um. Se você usa o mouse apoiando a mão inteira, esquece, esse mouse vai te dar um ódio profundo. O X2F CrazyLight foi feito exclusivamente para quem usa o fingertip grip, onde apenas as pontas dos dedos tocam o dispositivo. É um nicho do nicho, mas a Pulsar não está sozinha nessa loucura, já que a G-Wolves com o HSK Pro V2.0 já vinha trilhando esse caminho de "cortar o mouse ao meio" com seus 26.8g.
Um ponto que eu achei bem vacilo e que merece a minha crítica é a bateria de 210mA. Olhando o design, a bateria fica praticamente exposta, e é uma pena que ela não seja hot-swappable. Se a Pulsar tivesse colocado um sistema de troca rápida, o usuário poderia usar uma bateria ainda menor para baixar mais o peso ou simplesmente trocar por uma carregada sem precisar de cabo. Do jeito que está, é mais um ponto onde o hype do peso venceu a praticidade do dia a dia.

Para quem gosta de comparar, o cenário atual é brutal. O Razer Viper V4 Pro ainda é visto como o rei com seus 50.000 DPI, enquanto o Logitech G Pro X2 Superstrike domina a cena competitiva com o sensor Hero 2. O X2F CrazyLight tenta entrar nessa briga não pelo poder bruto do sensor, mas pela agilidade física. Se ele vai realmente entregar vantagem competitiva ou se é apenas um acessório exótico, só saberemos após o lançamento oficial em 28 de setembro de 2026.
Sendo bem honesto com vocês, eu acho essa tendência de tirar partes do mouse um exagero. Sim, menos peso significa mais velocidade, mas chegar ao ponto de remover metade da estrutura do produto parece que estamos tentando resolver um problema que não existe para 99% dos jogadores. É aquele tipo de hardware que brilha em Notícias de tecnologia, mas que na hora de usar por 8 horas seguidas, pode acabar sendo um pesadelo ergonômico.

No fim das contas, a Pulsar acertou em cheio no marketing, porque ninguém vai ignorar um mouse que parece que foi cortado com uma tesoura. Se você é um pro player obcecado por cada milissegundo e usa a pegada de ponta de dedo, talvez esse seja o seu novo sonho de consumo. Para o resto de nós, mortais que gostam de sentir que estão segurando um objeto completo, é melhor continuar com os mouses tradicionais.
Meu veredito é que o X2F CrazyLight é um experimento ousado que provavelmente vai flopar no mercado casual, mas vai ser idolatrado por uma pequena elite de jogadores de FPS. É a prova de que o hardware gamer chegou num estágio onde a performance extrema atropela qualquer noção de design convencional. Ainda não se sabe se o preço vai ser justo ou se vamos pagar caro por "metade de um mouse".




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