Se tem uma coisa que a comunidade de Soulsborne ama, além de morrer mil vezes para o mesmo boss, é criar teorias completamente malucas sobre tudo. Agora, o alvo da vez foi o próprio mestre Hidetaka Miyazaki. Galera, o nível do hype e da obsessão chegou a um ponto onde a internet decidiu que o diretor da FromSoftware teria um fetiche por pés, só porque várias personagens femininas nos jogos dele aparecem descalças. É aquele tipo de piada interna que escala rápido demais no Reddit e vira "verdade" no imaginário dos jogadores.
Para quem não está ligado, a lista de personagens "pé no chão" é longa. Temos a Maiden in Black em Demons' Souls, a Sister Friede, a Gwynevere e a Priscilla na trilogia Dark Souls, e claro, a Malenia em Elden Ring. Até a Malenia, que teve as pernas destruídas pela Podridão Escarlate, ganhou próteses ultra detalhadas com dedos individuais. Sim, a comunidade notou isso e transformou o Miyazaki no "cara dos pés" da indústria, mas a realidade é bem menos picante e muito mais filosófica.
O próprio Hidetaka Miyazaki resolveu tocar no assunto, e olha que ele fez isso do nada em uma entrevista com o The Guardian em setembro de 2026. O homem pareceu genuinamente confuso, tipo: "Gente, de onde veio isso?". Ele estava falando sobre a recorrência de imagens de mãos em seus jogos, incluindo o novo projeto, The Duskbloods, quando mencionou que viu os boatos online. Para ele, essas escolhas de design não são conscientes ou fruto de algum desejo oculto, mas sim algo subconsciente que tenta transmitir a natureza humana.
O papo ficou sério quando ele começou a explicar a real sacada por trás do visual dos personagens. O Miyazaki disse que tenta retratar aspectos da existência humana que são difíceis de descrever com palavras, focando especialmente nos temas de "ruína e renascimento". Para ele, a nudez dos pés ou a aparência desgastada dos personagens servem como um símbolo dessa fragilidade e da beleza que existe no momento fleeting, aquele brilho minúsculo de esperança no meio de um mundo que está literalmente desmoronando.

E falando em mundo desmoronando, vamos ao que realmente interessa: The Duskbloods. A gente aqui acompanhou o preview do Michael Higham da IGN, e o consenso é que este pode ser o jogo mais complexo e interessante já feito pela FromSoftware. O nível de detalhamento parece absurdo, e a promessa é de que a experiência leve a filosofia de ruína do diretor a um novo patamar cosmológico. Se você curte esse clima depressivo onde tudo está dando errado, esse jogo é o seu lugar.
Outro ponto fundamental para quem está preocupado com a direção da empresa: o Miyazaki garantiu que a FromSoftware ainda tem total interesse em criar jogos single-player. Em tempos onde tudo quer virar serviço ou multiplayer forçado, ouvir isso é um alívio imenso. A possibilidade de The Duskbloods chegar como um exclusivo para o Nintendo Switch 2 só aumenta a expectativa, já que a portabilidade de um jogo desse calibre seria insana.

No fim das contas, o diretor admitiu que, se tivesse que escolher entre um futuro brilhante ou um sombrio, ele sempre penderia para o lado mais escuro. Mas é justamente nessa escuridão que ele encontra a beleza. É essa visão artística que torna jogos como Elden Ring e Dark Souls obras-primas, e não a quantidade de dedos aparecendo na tela. O cara é um gênio do design, e a gente que tenta transformar tudo em meme de internet.
Para quem quer ficar por dentro de todas as Notícias sobre o lançamento, a dica é monitorar de perto a FromSoftware. Se o nível de complexidade for realmente o que prometeram, preparem-se para ter a sanidade testada novamente. No mais, vamos parar de zoar os pés do homem e focar no que importa: o sofrimento que nos aguarda nos chefes de The Duskbloods.

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