Na moral, se você acha que o mundo dos games e animes já tinha atingido o pico do absurdo, segura essa. Imagina só a cena: dois líderes mundiais se encontram e, em vez de discutirem tratados de paz ou economia global, decidem que o que o mundo realmente precisa é de um parque temático gigante de Dragon Ball Z. Pois é, isso não é fanfic de fórum, é a realidade. A França e a Arábia Saudita fecharam uma parceria bizarra para erguer um complexo de entretenimento que vai deixar qualquer fã de Akira Toriyama com o hype nas alturas.
O investimento é simplesmente astronômico, algo que faz qualquer orçamento de jogo AAA parecer troco de pão. Estamos falando de 6 bilhões de euros, o que dá aproximadamente R$ 38,5 bilhões de reais. O projeto vai ser erguido ao noroeste de Paris, transformando a região num verdadeiro santuário para os otakus. A gente aqui da Gamer Elite viu que tudo isso começou numa reunião em 2025 entre o presidente Emmanuel Macron e o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, onde ambos descobriram que são fissurados na franquia.

Quem está botando a grana pesada nisso tudo é a Qiddiya, um grupo de investimento e entretenimento saudita que não está para brincadeira. Para você ter uma ideia, essa mesma empresa já está construindo outro parque de Dragon Ball na Qiddiya City, perto de Riade. Aquele projeto já promete ser insano, com mais de cinco brinquedos radicais, 30 atrações diversas e, o mais absurdo de tudo, um Shenron de quase 70 metros de altura. É o tipo de coisa que faria qualquer um querer pegar um avião agora mesmo, especialmente se tiver hotéis e restaurantes temáticos no pacote.
Mas agora vamos falar a real, porque nem tudo são flores e transformações em Super Saiyajin. Esse movimento da Arábia Saudita não é por acaso e entra naquela estratégia polêmica de sportswashing, que é basicamente usar o esporte e o entretenimento para tentar limpar a imagem do país perante o mundo. Eles já fizeram isso com a liga LIV Golf e, mais recentemente, com a compra da gigante EA, a mesma dona de franquos que rodam no PC e consoles. É muita grana sendo jogada na mesa para distrair a galera de questões bem mais pesadas.

O papo fica sério quando a gente lembra que o regime saudita é conhecido por ser autoritário e por abusos sistemáticos dos direitos humanos. Tem desde tortura de prisioneiros, restrições severas à liberdade de expressão e leis anti-LGBTQ, até acusações graves contra o próprio Bin Salman sobre a morte do jornalista Jamal Khashoggi. É um contraste bizarro: de um lado, a nostalgia e a alegria de ver o Goku e o Vegeta em escala real; do outro, um histórico de violações que não podem ser ignoradas por qualquer pessoa com o mínimo de senso crítico.
Sobre a data de abertura, a empresa resolveu fazer aquele mistério clássico que a gente odeia em anúncios de jogos: não falaram nada. Não tem cronograma de construção, não tem data de inauguração, nada. O que sabemos é que esse parque de Dragon Ball Z é apenas um de três complexos temáticos que a França planeja construir perto de Paris para atrair turistas do mundo todo. É basicamente um plano de dominação mundial via entretenimento, tentando transformar a cidade num hub de cultura pop.

Se você acompanha a nossa seção de Notícias, sabe que a gente adora ver a cultura japonesa expandindo, mas esse nível de investimento é quase surreal. Ver a Qiddiya injetando bilhões em parques enquanto a indústria de jogos passa por layoffs constantes é, no mínimo, irônico. No fim das contas, ter um lugar para visitar a Kame House ao vivo seria incrível, mas o custo político e ético por trás disso é um nerf gigante na empolgação de qualquer um.
Meu veredito? O projeto é visualmente ambicioso e, para o fã médio, parece o paraíso. Mas é impossível desassociar esse luxo do dinheiro vindo de um regime tão problemático. Espero que, no mínimo, as atrações não sejam genéricas e que a imersão seja digna da obra do mestre Toriyama. Se for para gastar R$ 38,5 bilhões, que não seja para fazer um parque que flopou logo no primeiro ano por falta de alma.




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