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HBO quebra regra sagrada de DC e transforma John Stewart em monstro em Lanterns

Se você é fã de quadrinhos, sabe que mexer no cânone é sempre um terreno perigoso, mas a HBO resolveu chutar o balde logo de cara com a série Lanterns. A gente está acompanhando a construção desse novo universo da DC e, olha, a ousadia está batendo forte. Não se trata apenas de mudar um diálogo ou trocar a cor de um uniforme, mas sim de alterar a mecânica fundamental de como o poder mais icônico da corporação funciona, o que gera um hype absurdo e, ao mesmo tempo, algumas discussões calorosas entre os puristas.

Para quem não lembra ou não é tão fissurado, a regra de ouro dos Lanternas Verdes sempre foi clara: o anel é a fonte, e se você não estiver usando o anel, você é apenas um humano comum. Vimos isso de forma bem didática em Justice League: War, lá em 2014, onde o Batman simplesmente tirou o anel do dedo do Hal Jordan e, num piscar de olhos, todo aquele poder e o traje sumiram. Era a prova real de que a força de vontade precisa de um condutor físico para se manifestar no mundo material, sem o acessório, o herói vira um civil qualquer.

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Só que em Lanterns, especificamente no segundo episódio, a HBO decidiu dar um buff colossal no John Stewart. O personagem, interpretado por Aaron Pierre, consegue a proeza de manter um constructo complexo e autônomo — um pequeno pássaro — mesmo estando separado do anel e, pior ainda, após perder a consciência repetidamente. Isso aqui não é um detalhezinho; é uma quebra total da lógica que conhecemos há décadas. Estamos falando de alguém que mantém a manifestação da força de vontade ativa sem a ferramenta que deveria gerar essa energia.

O que deixa tudo ainda mais insano é a natureza desse constructo. A maioria dos Lanternas cria coisas "ocas", como bolhas, escudos simples ou punhos gigantes que são basicamente cascas de luz. Mas o John Stewart joga em outra liga. Devido à sua mente artística e detalhista, ele constrói suas criações de dentro para fora, com cada parafuso e engrenagem no lugar. Esse pássaro não é só uma imagem; ele se comporta como um ser vivo, algo que até mesmo os veteranos da corporação acham quase impossível de realizar.

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Enquanto o Hal Jordan, vivido por Kyle Chandler, tenta ensinar o básico do voo para o novato, ele fica genuinamente chocado e até irritado com a facilidade com que o John cria coisas avançadas. Existe uma tensão ali, um sentimento de que o mestre está vendo o aluno ultrapassar a curva de aprendizado em tempo recorde. O Hal tenta diminuir a importância, mas a verdade é que o John está operando em um nível de prodigio que a gente raramente vê nas Notícias de adaptações da DC, onde geralmente o herói demora temporadas para entender o próprio poder.

Quando o John finalmente confronta a situação, ele revela que até os vilões, como o Antaan, ficaram impressionados. Manter algo vivo sem o anel é descrito como algo praticamente impossível dentro da mitologia da série. Isso coloca o John Stewart em um patamar de periculosidade e potencial que pode transformá-lo no Lanterna Verde mais poderoso de todo o universo da HBO, deixando o Hal Jordan como aquele veterano que tem a experiência, mas não tem a mesma conexão bruta com a luz verde.

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Se analisarmos friamente, essa mudança serve para diferenciar a série dos quadrinhos e criar uma identidade própria. Em vez de apenas copiar o que já foi feito, a produção está criando regras novas para elevar a tensão. O fato de o John ter feito isso com apenas dois meses de treinamento é um salto gigantesco. É como se tivessem pegado um personagem de nível 1 e dado a ele habilidades de nível 100 logo no começo da jornada, o que pode ser arriscado para o roteiro, mas é empolgante de assistir.

Agora, falando a real: eu adorei a atitude. Ver a HBO assumindo a autoria e decidindo que "agora as coisas funcionam assim" é muito melhor do que tentar seguir um manual de instruções de 1960. Essa mudança abre portas para lutas muito mais criativas, onde o anel pode ser roubado, mas o herói ainda assim consegue reagir. É a evolução do conceito de força de vontade: ela não depende mais de um objeto, mas sim da essência do indivíduo.

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No fim das contas, Lanterns está provando que não tem medo de arriscar. Se eles continuarem nessa pegada de expandir a mitologia e dar profundidade aos personagens, temos a chance de ver a melhor série de super-heróis dos últimos anos. O John Stewart já começou como um monstro, e eu mal posso esperar para ver até onde esse potencial vai chegar quando ele realmente aprender a voar e dominar todo o arsenal do anel.

Meu veredito é que essa mudança foi necessária para tirar a série da sombra do óbvio. Se o John já está fazendo o impossível no segundo episódio, imagina o que nos espera no final da temporada. É esse tipo de audácia que tira a gente do tédio e faz a gente esquecer que tantas outras produções de heróis floparam recentemente.

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