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D&D ressuscita artefato absurdamente apelão de Gary Gygax após 26 anos

Mano, se você é fã de longa data de Dungeons & Dragons, sabe que a Wizards of the Coast adora dar aquele tapa nos itens clássicos pra trazer de volta pro jogo. Mas o que eles estão fazendo agora é outro nível de hype. A galera resolveu desenterrar um dos artefatos mais insanos criados pelo próprio Gary Gygax, o pai da criança, que estava jogado no limbo há quase três décadas. Estamos falando de um item que não é só um 'brinquedinho' mágico, mas uma arma de destruição em massa disfarçada de passarinho.

O objeto em questão é o Queen Ehlissa’s Marvelous Nightingale, um pássaro mecânico que parece inofensivo, mas que na verdade é um pesadelo para qualquer mestre de jogo que preze pelo equilíbrio da mesa. Ele vai reaparecer no novo livro Arcana Unleashed, e a promessa é que ele seja um dos artefatos mais poderosos que um grupo de aventureiros pode carregar. Nós aqui da Gamer Elite ficamos de olho nos detalhes e, olha, o negócio é totalmente OP (overpowered).

Imagem Cena de DD Revives an Absurdly 1

Segundo a designer Amanda Hamon, a Wizards of the Coast decidiu cavar a fundo o cânone de cenários antigos, focando especialmente em Greyhawk e Forgotten Realms, para resgatar personagens e objetos que tinham sido esquecidos. O cara que desenhou a seção de itens mágicos do Arcana Unleashed, Patrick Renie, ficou obcecado pela ideia de ver como esse passarinho funcionaria com as regras revisadas da versão atual. É aquele tipo de homenagem ao passado que a gente ama, transformando um conceito antigo em algo funcional para o PC ou para a mesa física.

Visualmente, o Queen Ehlissa’s Marvelous Nightingale é um pássaro mecânico coberto de penas douradas, com olhos de cristal e uma chavinha de corda nas costas. Quando o dono ativa o item, ele ganha vida por 10 minutos, e o canto dele pode ser ouvido a até 300 pés de distância. O problema começa aqui: enquanto ele canta, ele gera uma Aura da Verdade de 15 pés. Basicamente, quem estiver por perto precisa passar num teste de salvaguarda ou perde a capacidade de mentir. É o item perfeito para interrogatórios ou para descobrir quem roubou a poção de cura do grupo.

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Mas o verdadeiro terror são as cargas de magia. O pássaro tem seis cargas recarregáveis que permitem lançar magias pesadíssimas como uma ação bônus. Estamos falando de Calm Emotions, Slow, Compulsion, Greater Restoration, Prismatic Spray e a devastadora Delayed Blast Fireball. Além disso, ele solta Detect Evil and Good, Speak with Animals e até um Counterspell por dia sem gastar carga. Ou seja, o bicho localiza inimigos, debuffa a galera e ainda explode tudo com fogo se as coisas ficarem feias. Isso não é um item, é um exército de um homem só.

Como todo item de nível artefato, ele vem com propriedades benéficas e prejudiciais selecionadas aleatoriamente, o que evita que o jogo vire um caos completo (ou não). A história desse item é tão confusa quanto a sua lista de magias. Ele apareceu pela primeira vez em 1976, no suplemento Eldritch Wizardry, escrito por Gary Gygax e Brian Blume. Desde então, a lore mudou várias vezes, criando versões que vão desde o emocionante até o puramente macabro.

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Em uma versão de 1993, no Book of Artifacts, a Rainha Ehlissa era uma governante benevolente que amava seus pássaros. Quando seu rouxinol favorito morreu, seus súditos levaram um ano inteiro para construir essa versão mecânica como um presente. Mas, como todo bom RPG, existe o lado sombrio. Outros relatos de Greyhawk sugerem que a Rainha forçou o povo a fazer isso e que a magia usada para criar o pássaro veio de fontes bem sinistras, envolvendo o mago Xagy e a deusa do fogo e da ira, Joramy.

No Arcana Unleashed, essa história bonitinha da rainha é apresentada apenas como uma lenda, já que o livro é escrito do ponto de vista de Laeral Silverhand. Isso dá total liberdade para o Mestre de Jogo decidir se o item é um tributo ao amor ou uma maldição envolta em ouro. Para quem curte acompanhar as Notícias de atualizações de regras, é fascinante ver como a Wizards of the Coast está tratando a herança do jogo, trazendo de volta elementos que definiram o gênero.

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Na minha opinião, trazer itens assim de volta é a melhor forma de manter o espírito do D&D vivo. Claro que, na mão de um jogador malandro, esse pássaro vai virar a ferramenta definitiva para quebrar qualquer campanha, mas esse é o charme do jogo. Se o mestre souber narrar a descoberta desse artefato, ele pode criar arcos inteiros de história baseados na origem sinistra do objeto. Só espero que não deem um nerf absurdo nele no lançamento, porque a graça é justamente ser roubado.

No fim das contas, o retorno do Queen Ehlissa’s Marvelous Nightingale mostra que o passado do D&D ainda tem muita lenha para queimar. Seja você um veterano que jogava as edições de 1976 ou alguém que começou agora no Steam com as versões digitais, ter acesso a esse nível de poder é empolgante. Só fica o aviso: se você encontrar um pássaro de ouro com uma chave nas costas na sua próxima sessão, prepare-se, porque o caos está prestes a começar.

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