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Cinco RPGs clássicos esquecidos da Square Enix que merecem um retorno triunfal hoje

A Square Enix é mundialmente famosa por moldar o gênero dos RPGs através de gigantes absolutos como Final Fantasy, Dragon Quest e Kingdom Hearts. No entanto, a história da empresa é vasta e cheia de projetos ambiciosos que, por circunstâncias de mercado ou pura falta de atenção, acabaram ficando esquecidos no tempo. Enquanto franquias bilionárias ganham remakes constantes e edições definitivas para o PlayStation e o Xbox, títulos igualmente brilhantes continuam presos em eras passadas, inacessíveis para novos públicos que utilizam o PC ou consoles atuais. Nós aqui da nossa redação decidimos mergulhar fundo nesse baú de tesouros para resgatar experiências que merecem absolutamente uma segunda chance.

1. Parasite Eve

Parasite Eve

O primeiro grande nome dessa lista é o inesquecível Parasite Eve, lançado originalmente em 1998 para o PlayStation clássico. Misturando elementos de survival horror à la Resident Evil com o sistema de combate estratégico com barra de tempo ativo, o jogo acompanhava a policial nova-iorquina Aya Brea durante um terrível incidente em uma ópera em Manhattan, onde a mutação celular mitocondrial causava combustão espontânea e monstros grotescos. A atmosfera sufocante e a narrativa adulta construída sobre a obra de Hideaki Sena criaram um culto de fãs apaixonados que dura até hoje.

Embora tenha recebido sequências no passado, a aventura original continua trancada nas plataformas retrô, implorando por um tratamento moderno nos moldes do que a editora fez com Final Fantasy VII Remake, aproveitando tecnologias como ray tracing para recriar a atmosfera sombria de Nova York com gráficos de ponta em 60fps e resolução em 4K.

2. Bloodmasque

Bloodmasque

Avançando na linha do tempo, esbarramos em Bloodmasque, um título lançado em 2013 que sofreu do pior destino possível para uma obra de qualidade: o limbo mobile exclusivo. Ambientado em uma Paris gótica do século XIX tomada por vampiros, o título contava com uma direção de arte impecável e uma lore colossal escrita por mentes criativas da indústria, mas ficou limitado a telas de toque de dispositivos Apple.

A própria equipe criativa já admitiu publicamente que o universo construído ali era vasto o suficiente para alcançar narrativas épicas de ação, o que comprova o desperdício desse potencial todo em plataformas descontinuadas. Trazer esse universo vampiresco para hardwares tradicionais com controles precisos seria uma sacada genial para saciar a sede dos fãs por experiências góticas estilizadas e cheias de ação visceral.

3. Xenogears

Xenogears

Outro gigante quando falamos de nostalgia é Xenogears, uma obra-prima de 1998 idealizada por Tetsuya Takahashi que nasceu inicialmente como uma proposta para Final Fantasy VII. O projeto acabou tomando vida própria, misturando mechs gigantescos conhecidos como Gears, filosofias de Carl Jung e Friedrich Nietzsche, além de uma trama de ficção científica avassaladora que deixou marcas profundas em quem jogou no primeiro console da Sony.

Contudo, todo mundo sabe que o título sofreu com cortes drásticos de orçamento e tempo de desenvolvimento no final da produção, transformando o segundo disco em uma espécie de narrativa resumida em cadeiras com poucas mas memoráveis batalhas. Um remake completo em 3D expandindo essas áreas e entregando as masmorras inacabadas seria a realização do maior sonho de qualquer veterano dos RPGs clássicos.

4. Vagrant Story

Vagrant Story

Criado pela lendária mente de Yasumi Matsuno (mesmo criador de Final Fantasy Tactics e Tactics Ogre), Vagrant Story chegou em 2000 como uma das obras mais tecnicamente impressionantes de toda a geração do PlayStation. Na pele do agente de elite Ashley Riot, os jogadores exploravam as ruínas amaldiçoadas da cidade medieval de Lea Monde em busca de respostas sobre uma conspiração de magia, poder e traição.

Com um sistema de combate hiper detalhado baseado em miras corporais, correntes de combos no tempo certo e forja artesanal de armas contra afinidades elementais, o título ostentava uma cinematografia que até hoje surpreende pela direção e uso de ângulos dramáticos. Uma remasterização moderna que aprimore a navegação de menus e traga visuais polidos seria a oportunidade de ouro para os fãs modernos de dark fantasy apreciarem essa joia sem igual.

5. Bahamut Lagoon

Bahamut Lagoon

Encerrando nossa seleção com chave de ouro está Bahamut Lagoon, lançado originalmente em 1996 para o Super Famicom. O título nunca recebeu um lançamento oficial no Ocidente, permanecendo como um tesouro adorado por aqueles que puderam experimentar via traduções da comunidade. O game mesclava combate tático por turnos em tabuleiros com um inovador sistema de criação e evolução de dragões elementais, cujos poderes e comportamentos mudavam drasticamente dependendo do que o jogador dava como alimento a eles.

Em uma época onde a Square Enix vem demonstrando maestria absoluta ao revitalizar clássicos com a tecnologia visual HD-2D — vide o tremendo sucesso de Live A Live, Triangle Strategy e Dragon Quest III HD-2D —, Bahamut Lagoon desponta como o candidato perfeito para um renascimento global com suporte total a múltiplos idiomas e mecânicas refinadas.

Preservar a história dos videogames não deveria ser um luxo restrito a colecionadores dispostos a pagar preços absurdos em cartuchos e discos antigos em sites de leilão. Com a tecnologia de ports aprimorados e a sede da comunidade na Steam por RPGs profundos e marcantes, há uma demanda real para que essas lendas esquecidas finalmente retornem aos holofotes da indústria.

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