Mano, para tudo que eu preciso processar isso aqui. A gente está em 2026 e a CD Projekt resolveu que ainda não tinha sugado tudo de um jogo lançado lá em 2015. Eu não sei se eu rio ou se eu comemoro, mas a verdade é que eu estou com mais hype por uma expansão de um game de dez anos atrás do que por metade dos lançamentos AAA que a gente vê hoje em dia. É aquele sentimento de 'estou velho, mas esse jogo ainda é imbatível', sabe?
O papo agora é sobre o add-on Songs of the Past, que promete chegar no ano que vem e vai focar em algo que muita gente pediu: explorar a região do mapa de forma inédita e, principalmente, mergulhar na vida do Dandelion. Se você é fã de carteira, sabe que o bardo é aquele personagem que a gente ama odiar, mas que sempre traz a leveza necessária para o clima pesado de caçar monstros. Na real, eu prefiro mil vezes explorar um novo pedaço de mundo do que ter momentos íntimos com o bardo, mas qualquer coisa de The Witcher 3: Wild Hunt é lucro, mesmo que o foco não seja no Johnny the Godling, que é o verdadeiro MVP do jogo.

Se você não estava na Gamescom para ver as primeiras impressões, agora a chance é na PAX Australia, que vai rolar entre os dias 9 e 11 de outubro. A coisa vai acontecer no Melbourne Convention and Exhibition Centre, e o clima promete ser insano. O problema é que a CD Projekt e a desenvolvedora Fool's Theory decidiram fazer a demo de Songs of the Past a portas fechadas no sábado, dia 11 de outubro. Ou seja: só quem tiver o passe VIP ou for muito sortudo vai colocar a mão no controle, seguido por um painel de discussão que deve entregar mais spoilers do que a gente consegue aguentar.
Agora, se você acha que o evento é só sobre o Geralt, está muito enganados. A programação da PAX Australia está recheada de gente pesada, incluindo a Holly Longdale, produtora executiva de World of Warcraft, que vai comandar um Storytime. E tem mais: os veteranos de Final Fantasy XIV, Koji Fox e Toshio 'Foxclon' Murouchi, vão participar de uma entrevista bizarra chamada "A Realm Reburned", onde vão ter que aguentar molhos picantes enquanto falam do jogo. É aquele tipo de conteúdo que a gente ama ver no YouTube só para sentir a dor alheia.

Para quem curte a parte mais criativa e técnica, o Gregory Louden, diretor criativo da Saros, vai bater um papo sobre sua carreira, citando trabalhos em games como Control e Returnal. Mas o que realmente chama a atenção é a força do tabletop no evento. A Jasmine 'ThatBronzeGirl' Bhullar, que é DM oficial de Dungeons & Dragons, e o Ify Nwadiwe vão mostrar a arte de contar histórias em sessões ao vivo. Sem falar na presença do gênio Mick Gordon, que faz trilhas sonoras que fazem a gente querer atravessar paredes, e da autora Isobelle Carmody.
Olhando para o ecossistema da franquia, é engraçado como a comunidade ainda respira The Witcher 3 através de mods e leituras dos livros originais. Enquanto a gente espera por qualquer notícia concreta de The Witcher 4, esse tipo de conteúdo extra serve para manter a chama acesa e garantir que o jogo continue relevante no PC, PS5 e Xbox Series X. É quase como se a CD Projekt estivesse preparando o terreno, limpando a casa e revisitando o passado antes de dar o salto para a nova saga da Ciri.

Sendo bem sincero com vocês aqui da Notícias, essa estratégia de demo 'a portas fechadas' é um saco. Cria um hype artificial e deixa a gente dependente de relatos de quem teve acesso. Eu queria ver o gameplay bruto, sem filtro, para saber se a Fool's Theory realmente conseguiu capturar a essência do jogo original ou se isso vai acabar sendo um conteúdo genérico que só serve para inflar o preço de uma nova Ultimate Edition. Mas, conhecendo o histórico, as chances de ser algo épico são altas.
Meu veredito é o seguinte: Songs of the Past parece ser aquele presente inesperado que a gente não sabia que precisava. Mesmo que seja um jogo antigo, a qualidade narrativa da série é algo que raramente vemos hoje em dia, onde tudo parece feito por IA ou com fórmulas repetitivas. Se a expansão entregar metade do que as anteriores entregaram, já vai estar anos-luz na frente de muita coisa que saiu este ano. Agora é respirar fundo e torcer para que a demo não seja apenas um trailer jogável com texturas bonitas e gameplay raso.

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* Twitter Jody Macgregor



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