Quem é que não está esperando com grande expectativa por The Elder Scrolls VI, certo? Já faz oito longos anos desde aquele teaser impactante na E3 2018, e desde então a Bethesda simplesmente entrou em modo silêncio absoluto, deixando a comunidade no vácuo total. Enquanto a gente fica aqui teorizando sobre qual província vamos explorar, a empresa resolveu apostar todas as fichas em um projeto espacial que, para muitos de nós, não entregou metade do que prometia.
Agora a bomba explodiu de vez, porque Kurt Kuhlmann, um veterano que não é qualquer figurinha no estúdio, resolveu abrir o jogo sobre os bastidores dessa decisão. O cara foi co-lead designer de Skyrim e escreveu a quest principal de Oblivion, então ele sabe exatamente como a engrenagem da Bethesda gira. Segundo ele, a transição para o desenvolvimento de Starfield não foi um desejo coletivo da equipe, mas sim algo imposto que caiu como uma bomba no colo dos desenvolvedores.

Kuhlmann contou que a expectativa natural de todo mundo dentro da empresa era que o próximo grande passo após Fallout 4 fosse, obviamente, o novo The Elder Scrolls. Afinal, era a sequência lógica do sucesso da franquia e o que a maioria dos devs realmente queria fazer. Só que aí entrou na jogada o Fallout 76, que acabou sugando a energia do estúdio por um tempo considerável, mesmo que inicialmente não fosse para envolver todo mundo no projeto.
Foi nesse cenário de confusão que o lendário Todd Howard chegou com a famosa "cadeira de aço" e mudou tudo. De acordo com o relato, o Todd simplesmente anunciou: "Adivinhem só, time? Vamos fazer esse jogo de espaço". Ele já tinha a aprovação da ZeniMax para criar uma nova IP ambiciosa, vendendo a ideia de que estariam criando o maior RPG espacial de todos os tempos, ignorando completamente a vontade da equipe de voltar para o mundo de fantasia.

O problema é que esse hype forçado internamente refletiu no resultado final do jogo. Quando Starfield finalmente chegou ao PC e ao Xbox, a sensação foi de que o projeto era genérico demais, com planetas gerados proceduralmente que eram vazios e um visual que já parecia datado para os padrões atuais. O jogo acabou sendo atropelado por Baldur's Gate 3, que redefine o que é um RPG moderno, fazendo a proposta da Bethesda parecer obsoleta e sem alma.
Para piorar a situação, Kuhlmann revelou que saiu da empresa em 2023 após uma conversa bem tensa, onde ele teve seu pedido de cargo de liderança em The Elder Scrolls VI negado. Isso mostra que a gestão do Todd Howard pode ter se tornado um gargalo criativo. Outros ex-funcionários, como o artista Dennis Mejillones, compararam o Todd ao George Lucas, afirmando que as pessoas tinham medo de dizer "não" para ele, o que acaba prejudicando a qualidade final dos games.

É bizarro pensar que a Bethesda, que já foi o ápice dos jogos de mundo aberto, tenha se perdido tanto em egos e decisões unilaterais. Enquanto a gente busca as melhores configurações de ray tracing e 60fps na Steam para tentar salvar a experiência, descobrimos que quem estava fazendo o jogo nem sequer queria estar fazendo aquilo. É a receita perfeita para um lançamento que, embora tenha vendido, flopou na percepção de quem realmente ama RPGs profundos.
Olhando para as Notícias recentes, fica claro que a empresa está em uma encruzilhada. Eles tentaram forçar a barra com uma nova IP para provar que eram inovadores, mas acabaram sacrificando a sequência do jogo mais amado da história da empresa. O custo disso foi a frustração da própria equipe e a entrega de um produto que parece ter sido feito sob pressão de um único homem, em vez de ser a soma de talentos do estúdio.

No fim das contas, a gente continua aqui, esperando que The Elder Scrolls VI não seja apenas mais um experimento de ego do Todd Howard. Se a Bethesda não aprender a ouvir seus próprios veteranos e parar de tentar inventar a roda com sistemas procedurais preguiçosos, corremos o risco de receber um jogo que já nasce cansado. O trauma de Starfield deixou uma marca profunda, e agora a barra para o próximo título está absurdamente alta.
Meu veredito é simples: a ambição é ótima, mas quando ela ignora a vontade de quem coloca a mão na massa e a demanda do público, vira arrogância. Espero que a liderança do Xbox e da Microsoft dê um choque de realidade nessa galera para que o próximo TES seja a obra-prima que merecemos, e não apenas mais um "estava no plano do Todd".




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