Se tem uma coisa que a internet ama fazer, é tentar destruir a autoestima de quem assume o papel de um ícone. A gente já viu isso acontecer mil vezes, mas agora a vez é de Marvel's Wolverine. O clima esquentou nas redes sociais porque uma galera resolveu que o Liam McIntyre, o ator que dá rosto e voz ao Wolverine, não tem a 'cara' do personagem. É aquele tipo de hype tóxico onde o fã acha que é o diretor de casting da Insomniac Games e começa a reclamar de tudo, desde a direção de arte até a modelagem facial.
Sendo sincero, esse tipo de discussão já cansou. O jogo mal chegou para todo mundo e já tem gente brigando por causa de scan facial no PS5. O papo gira em torno de a Insomniac Games não ter feito justiça ao rosto do ator ou se ele simplesmente não lembra o mutante. Enquanto isso, a gente aqui nas Notícias do portal acompanha esse circo, vendo que a galera esquece que o Logan dos quadrinhos muda de rosto dependendo do desenhista.

O Liam McIntyre, porém, não é nenhum iniciante em aguentar desaforo. O cara respondeu a um dos críticos no X (antigo Twitter) com uma tranquilidade invejável, basicamente dizendo que já leu coisas muito piores durante a carreira. Ele lembrou que começou no mundo da fama com a responsabilidade pesadíssima de substituir o lendário Andy Whitfield na série Spartacus. Para quem não lembra, o Whitfield faleceu durante a produção, e assumir aquele manto foi um desafio emocional e profissional gigantesco que gerou reações intensas na época.
Essa experiência com Spartacus deixou o McIntyre com a pele tão grossa quanto a do próprio Wolverine. Ele deixou claro que está orgulhoso pra caramba do projeto e que o jogo é diversão pura. É engraçado ver como a galera tenta projetar a imagem do Hugh Jackman em tudo, mas o cara está ali para entregar a sua versão do mutante cascudo, e não para ser um clone de Hollywood. Se a Insomniac Games apostou nele, é porque o talento do cara vai além de um nariz ou de um maxilar específico.

Além da polêmica do rosto, o jogo também está enfrentando aquele fogo cruzado típico de lançamentos da Marvel. Teve gente reclamando de segmentos de gameplay que vazaram e até pedindo toggles para desligar certas mecânicas de rastro de cheiro, que alguns acharam meio toscas. A verdade é que a pressão sobre esse título é absurda, já que a expectativa era que ele revolucionasse o gênero, mas parece que a Insomniac Games jogou no seguro em alguns pontos.
Falando em jogar no seguro, a recepção da crítica não foi exatamente um tapete vermelho. O IGN, por exemplo, soltou uma nota 6/10, chamando o título de 'comida padrão de super-herói'. O veredito é que, embora o combate seja fluido e satisfatório, ele começa a cansar bem antes do final. Ou seja, o jogo corre o risco de ser aquele título que a gente joga por 15 horas, acha legal, mas esquece três meses depois porque não trouxe nada de realmente inovador para o PlayStation.

O lançamento oficial aconteceu em 15 de setembro de 2026, e agora a bola está com os jogadores. Liam McIntyre parece estar em paz com o seu legado no jogo, agradecendo à Marvel Games pela oportunidade única de dar vida a um personagem tão amado. Ele sabe que a jornada foi intensa e que, independentemente do ódio gratuito, ele fez parte de algo massivo.
No fim das contas, a gente precisa parar de tratar ator de videogame como se fossem bonecos de cera. O que importa é se a performance entrega a fúria do Wolverine e se a história engaja. Se o jogo flopou na inovação ou se é apenas mais um jogo de ação competente, isso é algo que cada um decide ao apertar o start. O McIntyre já provou que tem estômago para a toxicidade da web, e isso é quase um superpoder hoje em dia.

Meu pitaco? Deixem o cara trabalhar. Se o combate for visceral e a história for densa, ninguém vai estar ligando se o maxilar dele é 2 centímetros diferente do do Hugh Jackman. O importante é a experiência geral e se o título consegue sair da sombra do Spider-Man para criar sua própria identidade.
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* Marvel Games * Insomniac Games



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