Cara, quem jogou o primeiro Aliens: Fireteam Elite lá em 2021 pelo Xbox Game Pass sabe que o jogo tinha aquele charme de "prazer culposo". Era aquele tipo de coop que você jogava com a galera pra desestressar, sem pensar muito. Quando vimos as primeiras notícias da sequência no Summer Game Fest em junho, o hype subiu na hora porque a gente achou que a Cold Iron Studios ia pegar a fórmula original e transformar em algo realmente épico.
Só que a realidade bateu forte no lançamento em 1º de setembro de 2026. A gente viu o jogo chegar no Steam e as reviews iniciais foram um verdadeiro massacre, com notas negativas que depois até subiram para "Misto", mas o estrago já estava feito. Depois de botar a mão no jogo no PS5, a real é que a galera do PC não estava mentindo: o título chegou com a sensação de ser um produto incompleto e sem alma.

No papel, a estrutura parece ok, com uma campanha focada em história dividida em 15 missões, onde cada fase leva entre 20 e 30 minutos para ser zerada. Agora as squads aceitam quatro jogadores em vez de três, o que parece uma evolução natural para o caos dos tiroteios. Além disso, temos sistemas de meta-progressão para as classes e um modo Horde para quem gosta de grindar e repetir fases.
O problema começa quando a gente olha para o roteiro, que é simplesmente pavoroso. A premissa de um grupo de Marines Coloniais investigando uma instalação de mineração abandonada pela Wayland Utani até começa bem, mas tudo desmorona assim que os personagens abrem a boca. A escrita tenta forçar um humor que não existe, e logo você se pega apertando o botão freneticamente para pular as conversas dos personagens mais irritantes do mundo.

Se a história é um flop, a parte do combate ainda consegue salvar a experiência. O "feeling" dos tiros é satisfatório, as armas têm um impacto pesado e as novas munições elementares transformam as batalhas em um espetáculo visual bem bacana. É aquele momento em que você lembra por que gostou do primeiro jogo e sente que a ação realmente entrega o que promete.
Outro ponto alto é a possibilidade de criar builds personalizadas com o novo Especialista multiclasse. Combinar a torreta do Machinist com o disparo de estase do Hunter, que deixa os inimigos lentos, cria um combo absurdo para aniquilar hordas de Xenomorphs, mesmo que você não tenha desbloqueado todas as perks da árvore de habilidades ainda. É a parte mais criativa do game, onde o jogador realmente sente que está montando uma estratégia.

Mas aí a gente esbarra no level design, que é preguiçoso demais. Muitas missões se resumem a caminhar do ponto A ao ponto B apenas para segurar o botão de quadrado e ativar algum computador ou abrir uma porta. Esse ritmo quebrado mata qualquer adrenalina, transformando a experiência em um simulador de apertar botão entre um tiroteio e outro.
Para piorar, a performance no PS5 não está nada confiável. Encontrei quedas de frame rate que não deveriam existir em um lançamento desse porte, e os problemas de conectividade são um pesadelo. Mesmo usando cabo Ethernet, caí de várias partidas e perdi minutos preciosos de progresso, o que é inadmissível hoje em dia. A Cold Iron Studios disse que vai corrigir, mas o lançamento foi bem amargo.

O papo reto é que Aliens: Fireteam Elite 2 é o equivalente a um fast food dos games: satisfaz a fome na hora, mas não alimenta e você esquece do gosto cinco minutos depois de terminar. Ele não chega a ser um desastre total como Suicide Squad: Kill the Justice League, mas também não tem substância para ser recomendado a qualquer custo.
Se você não for um fã fanático de Xenomorphs e Synths, existem opções muito melhores no gênero de Shooters. A menos que você queira apenas trocar a vibe de Helldivers 2 por algo da franquia Aliens, esse título passa batido. É um jogo mediano que se perdeu entre a nostalgia da marca e a falta de polimento técnico.




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